Mais previsões: Meteorologia 25 dias

PUBLICIDADE

Portugal deve reforçar posição no Atlântico através das regiões autónomas

...


                    Portugal deve reforçar posição no Atlântico através das regiões autónomas
Portugal deve reforçar posição no Atlântico através das regiões autónomas (Foto: Reprodução)

"Estamos a falar em investimentos na monitorização, acompanhamento e segurança dos cabos submarinos, e é necessário fazer obras nos portos, nos centros logísticos, nos aeroportos", disse, sublinhado que a ilha do Porto Santo fica a 500 quilómetros da costa africana e o arquipélago dos Açores faz fronteira marítima com os Estados Unidos da América.

 

O governante madeirense, também líder da estrutura regional do PSD, falava no Funchal, no âmbito de uma conferência intitulada "Há uma nova ordem mundial? Desafios globais da segurança, defesa e geopolítica", integrada num ciclo de debates sobre os 50 anos da autonomia política.

"Toda a política externa deve ser direcionada, neste momento, no sentido de reforçar a posição geopolítica de Portugal no Atlântico", afirmou.

Miguel Albuquerque realçou que Portugal é um "país ultraperiférico" na Europa e, por isso, só ganha dimensão através de uma "política atlântica", sustentando que "qualquer tentativa de encetar uma política continental está condenada ao fracasso".

"Os dois arquipélagos [Madeira e Açores] dão dimensão geopolítica", disse, para logo acrescentar: "Todas as políticas devem ser orientadas para reforçar esta posição estratégica de Portugal através dos dois arquipélagos."

Os antigos ministros António Martins da Cruz e Paulo Portas, que foram oradores na conferência, manifestaram a mesma posição face à importância das regiões autónomas no atual contexto geopolítico internacional.

"A Região Autónoma da Madeira tem um papel muito importante para a estabilidade da política externa portuguesa", disse António Martins da Cruz, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, observando que Portugal é um país europeu do ponto de vista político e económico, mas que do ponto de vista estratégico é um país atlântico.

"Madeira ocupa um papel determinante e contribui de uma forma decisiva para a estabilidade e para a projeção internacional de Portugal", afirmou.

Paulo Portas também defendeu que a Madeira "acrescenta valor" a Portugal e à Europa.

"A dimensão atlântica e arquipelágica que Portugal tem na Madeira e nos Açores trazem à União Europeia experiência, história, capacidades interessantes e relações boas, que não dependem dos presidentes em concreto, com os Estados Unidos", disse.

O antigo vice-primeiro-ministro, que também desempenhou cargos de ministro da Defesa Nacional e dos Negócios Estrangeiros, referiu-se, por outro lado, à guerra na Ucrânia, vincando que resulta do imperialismo da Rússia, e destacou a resistência dos ucranianos, mesmo com a "perda dos fornecimentos dos Estados Unidos", a partir do Governo do Presidente Donald Trump.

"Eu tenho muita admiração por isso e tenho a certeza que, se Putin [Presidente da Rússia] não for travado na Ucrânia, ele vai ter a tentação de passar a fronteira da União Europeia e da NATO com os [países] bálticos", afirmou.

Leia Também: Albuquerque: Autonomia foi "conquista revolucionária" e é uma mais-valia