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Polícia britânica pede a estudantes mudança de data da manifestação de dia 7

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                    Polícia britânica pede a estudantes mudança de data da manifestação de dia 7
Polícia britânica pede a estudantes mudança de data da manifestação de dia 7 (Foto: Reprodução)

"Nós, a Polícia Metropolitana, tentámos localizar e contactar os organizadores estudantis para lhes pedir que considerassem cuidadosamente o impacto que o seu ato terá e para lhes solicitar que o realizem noutro dia", afirmou o comissário adjunto de operações da polícia britânica, James Harman, num encontro com meios de comunicação.

 

Segundo relatou, as autoridades policiais do Reino Unidos não conseguiram localizar os organizadores, pelo que aproveitou a declaração pública para os "instar a reconsiderar" a data e para contactarem "urgentemente" com a polícia para "organizar o ato noutra data".

"Na quarta-feira completam-se três anos do horrível ataque terrorista de 07 de outubro contra Israel e do início do conflito posterior em Gaza. O impacto de ambos os acontecimentos sentiu-se aqui, na capital, e em todo o mundo. Para muitas pessoas da nossa cidade, este será um dia de luto, um dia de reflexão, e temos conhecimento de vários atos de vigília que estão a ser organizados", afirmou.

Assim, pediu que os participantes na marcha "reflitam sobre o impacto e a angústia que causará num dia tão significativo, e exercitem o seu direito a protestar noutra data".

Desta forma, enfatizou as "sérias preocupações" pelo impacto da marcha em estudantes e pessoas, "especialmente naqueles que são judeus", "bem como sobre o percurso e o dia em que se realizará".

Caso a manifestação avance, o responsável policial avisou que o dispositivo "terá em conta o impacto que a realização dessa protesto nessa data concreta terá sobre a comunidade".

"Se os organizadores se recusarem a mudar a data, e para tentar minimizar o impacto, também escrevemos hoje às quatro universidades que estes estudantes frequentam para pedir a sua ajuda e liderança", adiantou Harman, que alertou que existem várias mobilizações nestes dias, pelo que "num momento particularmente delicado" existe o risco de as comunidades "se sentirem inseguras e negligenciadas".

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