Mais previsões: Meteorologia 25 dias

PUBLICIDADE

F1 mantém os GP do Qatar e de Abu Dhabi apesar da situação de conflito

...


                    F1 mantém os GP do Qatar e de Abu Dhabi apesar da situação de conflito
F1 mantém os GP do Qatar e de Abu Dhabi apesar da situação de conflito (Foto: Reprodução)

"Com as informações que temos, está tudo confirmado para [permanecermos] no Qatar e em Abu Dhabi [Emirados Árabes Unidos]", declarou o dirigente à emissora Canal+, à margem do GP disputado este fim de semana no circuito de Sepang, nos arredores de Kuala Lumpur.

 

À Sky Sport Italia, Stefano Domenicali confirmou também o calendário dos dois últimos Grandes Prémios do ano, em 29 de novembro e em 06 de dezembro, no Qatar e em Abu Dhabi — duas monarquias árabes do Golfo afetadas há meses pelo conflito militar entre os Estados Unidos, o Irão e Israel.

O dirigente italiano afirmou ter recebido a "garantia de que tudo estava em ordem" e prometeu que "manteriam as equipas e os pilotos informados sobre a situação, sem filtros", caso o cenário se agravasse até ao final do ano.

A posição de manter a realização das duas últimas corridas do ano no Qatar e em Abu Dhabi gerou algum ceticismo no paddock, mas quer os pilotos quer as equipas ainda não se manifestaram sobre o tema e optaram pelo silêncio.

No entanto, o tetracampeão do mundo holandês Max Verstappen, cuja opinião tem um grande peso na F1, manifestou no passado fim de semana, à emissora ViaPlay, a sua clara relutância em correr nos circuitos dos países do Golfo.

"Normalmente, gosto de ir ao Qatar e a Abu Dhabi, mas há uma guerra nas redondezas e, se alguns países estão em conflito, acho que não devemos ir lá", argumentou Max Verstappen.

Na quinta-feira, numa conferência de imprensa em Sepang, acrescentou, de forma mais diplomática, que confiava na FIA (Federação Internacional do Automóvel) e na F1 para "tomar a decisão correta".

Um dos planos B equacionados era transferir a etapa dos Emirados para Imola (Itália). A corrida no Bahrein também pode ser transferida para um circuito no sudeste asiático, mas organizada e financiada pelo país árabe.

Já o Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) substituiu o Bahrein e o Qatar por Barcelona (Espanha) e Monza (Itália), para as provas a realizar no final do ano.