EUA pedem contenção a Etiópia e Eritreia para evitar tensões na região
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"O Corno de África não pode suportar outro conflito militar ou outra crise humanitária. Um novo conflito colocaria em risco a parceria contínua dos Estados Unidos com ambos os países em questões de interesse comum", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado.
No comunicado, o responsável instou as duas nações a respeitarem os acordos de 2018, que puseram fim a duas décadas de conflito fronteiriço, acrescentando que a paz "é o único caminho para a segurança sustentável, o crescimento económico e a prosperidade".
"Instamos veementemente a Etiópia e a Eritreia a respeitarem a soberania e a integridade territorial dos seus vizinhos, a agirem com a máxima contenção e a retomarem o diálogo e a cooperação", afirmou.
As tensões entre os dois países africanos são antigas, remontando à independência da Eritreia da Etiópia, em 1993.
Anos mais tarde, entre 1998 e 2000, os dois países travaram uma guerra que provocou dezenas de milhares de mortos e terminou com o Acordo de Argel, assinado a 12 de dezembro de 2000.
No entanto, só em 2018 é que o acordo de paz histórico aproximou definitivamente as duas nações.
Esta aliança deteriorou-se nos últimos anos devido a novos conflitos territoriais e, na passada quinta-feira, as relações diplomáticas foram completamente cortadas depois de a Etiópia ter notificado o encerramento da sua embaixada na Eritreia e a expulsão de 10 diplomatas eritreus.
Adis Abeba acusa Asmara de apoiar uma aliança recém-formada de grupos armados e de oposição que visa desestabilizar o país e alega que países vizinhos, como o Egito e o Sudão, estão por detrás deste apoio.
Os Estados Unidos são um dos principais doadores de ajuda humanitária da Etiópia, para onde é direcionada uma parte significativa do fundo de emergência para crises globais gerido pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) e pela UNICEF.
Embora nunca tenha havido uma relação próxima com a Eritreia, país ao qual os EUA mantiveram, durante vários anos, sanções contra o partido no poder e o setor militar, a administração norte-americana decidiu, em setembro, levantar essas sanções com vista a aproximar posições estratégicas na zona do Mar Vermelho.
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