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Emirados ameaçam reduzir investimento no Reino Unido perante caso City

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                    Emirados ameaçam reduzir investimento no Reino Unido perante caso City
Emirados ameaçam reduzir investimento no Reino Unido perante caso City (Foto: Reprodução)

Segundo a agência de notícias financeiras Bloomberg, citada pela agência espanhola EFE, responsáveis dos Emirados Árabes Unidos alertaram o Governo britânico de que a sanção que a comissão independente decidir poderá ter um impacto na "vontade de realizar investimentos e compromissos em grande escala no Reino Unido".

 

O clube foi considerado culpado esta semana por uma comissão independente da Primeira Liga inglesa ('Premier League'), podendo ser castigado com uma multa pecuniária, perda de pontos, despromoção ou mesmo expulsão do futebol profissional.

O Manchester City foi adquirido em 2008 pelo fundo de investimento de Abu Dhabi, que, desde então, tem sido responsável por injetar dinheiro no clube.

Segundo a 'Premier League', o clube inglês defraudou mais de mil milhões de euros entre 2009 e 2018 em patrocínios inflacionados, a maioria dos quais com empresas dos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com dados da Bloomberg, nos últimos cinco anos, os Emirados Árabes Unidos investiram mais de 30 milhões de libras (36 milhões de euros) em setores importantes do Reino Unido, como a defesa, a ciência e a tecnologia, além de estar prevista uma cimeira entre os dois países para este mês de outubro.

A mesma agência de notícias, ainda citada pela EFE, indicou que membros do Governo britânico estão "frustrados" com a atitude dos Emirados Árabes Unidos neste escândalo, uma vez que entendem que estes estavam a par das irregularidades cometidas pelo Manchester City durante quase uma década e que insistiram em afirmar que não fizeram nada de errado.

A posição dos Emirados Árabes Unidos surge na sequência das declarações controversas do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que teve de se retratar após ter afirmado que seria "muito preocupante" perder os proprietários do Manchester City caso estes tivessem de abandonar o clube devido ao escândalo.

Um porta-voz de Downing Street (gabinete do primeiro-ministro britânico) teve de emitir um comunicado algumas horas depois, no qual deixou claro que ninguém está acima da lei e os culpados terão de assumir as consequências dos seus atos.

O Manchester City comunicou hoje que já apresentou o recurso relativo às irregularidades financeiras.

Um veredicto final deverá ser conhecido em janeiro.

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