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Chapo e Trump reforçam cooperação em áreas estratégicas

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                    Chapo e Trump reforçam cooperação em áreas estratégicas
Chapo e Trump reforçam cooperação em áreas estratégicas (Foto: Reprodução)

"Acordámos continuar a trabalhar juntos e a explorar parcerias de benefício mútuo em áreas como minerais críticos, agricultura, infraestruturas e combate ao terrorismo", escreveu o Presidente moçambicano, numa mensagem colocada esta manhã na sua conta oficial na rede social Facebook.

 

Na mensagem, com uma fotografia dos dois presidentes nos Estados Unidos, à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Chapo sublinhou ter abordado com Trump áreas de cooperação que os dois países já exploram, com destaque para as infraestruturas, no âmbito do Segundo Compacto para Moçambique, através da Millennium Challenge Corporation (MCC) e da Millennium Challenge Account (MCA), e para a saúde, ambos com financiamento dos EUA.

Os dois países têm reforçado a aproximação e o Governo dos EUA reconheceu, em fevereiro, que Moçambique se tornou uma "importante fonte de investimento" norte-americano em África, caminhando também para assumir um papel relevante como fornecedor daquele mercado.

Em entrevista à Lusa, em Maputo, à margem da visita de trabalho que realizou a Moçambique em fevereiro passado, a subsecretária adjunta do Gabinete para África do Departamento de Estado dos EUA, Sarah Troutman, destacou o impacto da retoma dos projetos de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Cabo Delgado, norte do país.

"Solidificaram definitivamente Moçambique como uma importante fonte de investimento dos EUA e serão grandes fornecedores mundiais desse recurso. Por isso, aguardamos com grande expectativa que esses projetos entrem em funcionamento e congratulamo-nos com o facto de a TotalEnergies ter levantado a cláusula de 'força maior' [em outubro, após os ataques terroristas em 2021]", disse.

"Estamos satisfeitos por ver esse projeto de novo no bom caminho, que conta com um investimento significativo dos EUA e um envolvimento significativo de empresas americanas. E, claro, estamos muito entusiasmados com o projeto da ExxonMobil, que lhe é diretamente vizinho, aguardamos com expectativa que entre em funcionamento", acrescentou.

O EximBank dos EUA, instituição estatal que financia as exportações norte-americanas, aprovou no ano passado um financiamento de 4,7 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) ao megaprojeto de 20 mil milhões de dólares (16,9 mil milhões de euros) da TotalEnergies, em Afungi.

A norte-americana ExxonMobil levantou em novembro a declaração de 'força maior' para o megaprojeto de GNL em Cabo Delgado, um passo essencial para a Decisão Final de Investimento (FID, na sigla em inglês), prevista para 2026. Trata-se do projeto Rovuma LNG, um dos maiores de África, avaliado em 30 mil milhões de dólares (25,4 mil milhões de euros), que decorre em paralelo com o projeto liderado pela TotalEnergies, em retoma após os ataques armados de 2021.

A ExxonMobil prevê produzir 18 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL na Área 4. Já o projeto da Área 1, liderado pela TotalEnergies, prevê as primeiras entregas de GNL em 2029 e uma capacidade de produção de 13 mtpa.

Além do GNL, disse Sarah Troutman, a mina de grafite de Balama, explorada em Cabo Delgado pela australiana Syrah e fornecedora de matéria-prima para baterias de veículos elétricos, incluindo em fábricas norte-americanas, constitui também uma "importante fonte" para os EUA.

Em 2024, a International Development Finance Corporation, instituição de financiamento ao desenvolvimento do Governo norte-americano, atribuiu 150 milhões de dólares (125,9 milhões de euros) para apoiar o desenvolvimento do projeto.

"Isso faz parte do nosso esforço, mais uma vez, para garantir o escoamento de minerais críticos para os EUA", disse Troutman.

Entretanto, foi atribuído um financiamento ao projeto de terras raras em Monte Muambe, em Tete, de 1,875 milhões de dólares (1,6 milhões de euros) pela Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA).

O comércio bilateral entre os dois países tem oscilado entre 400 e 600 milhões de dólares (339 a 508 milhões de euros) por ano, segundo os dados mais recentes.

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