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Arábia Saudita interceta drones e mísseis Hutis

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                    Arábia Saudita interceta drones e mísseis Hutis
Arábia Saudita interceta drones e mísseis Hutis (Foto: Reprodução)

Os disparos foram intercetados sobre as cidades de Jizan (sul) e de Khamis Mushait (sudoeste), segundo um comunicado divulgado na rede social X pela coligação militar liderada por Riade.

 

Jizan situa-se nas imediações de instalações energéticas e petrolíferas que já tinham sido alvo de ataques nas últimas semanas.

Khamis Mushait alberga uma importante base aérea saudita.

O ataque é atribuído pelas forças sauditas à "milícia terrorista Huthi" iemenita, apoiada militarmente pelo regime iraniano.

Segundo a Proteção Civil saudita, a queda de destroços após a interceção de um míssil balístico na província de Khamis Mushait causou "danos materiais limitados".

A Arábia Saudita, que lidera uma coligação militar que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iémen na guerra contra os Huthis, tem vindo a sofrer regularmente desde meados de setembro ataques contra o seu território lançados por estes rebeldes iemenitas.

Após vários anos de relativa calma, o Iémen voltou a mergulhar na guerra em julho, tornando-se uma nova frente do conflito no Médio Oriente.

Os Huthis controlam a capital, Sanaa, e a costa iemenita no Mar Vermelho, enquanto o governo reconhecido pela comunidade internacional, exilado em Áden (sul), controla grande parte do sul e do leste do país.

Os rebeldes lançaram no final de agosto uma ofensiva que lhes permitiu alargar as posições na costa ocidental do Iémen.

Segundo informou hoje uma fonte militar citada pelo Centro de Media das Forças Armadas iemenitas, pelo menos 30 combatentes huthis morreram em confrontos com forças do Governo do Iémen na província de Taiz, durante ataques lançados pelos rebeldes em várias frentes.

Os Huthis lançaram vários ataques, apoiados por fogo de artilharia pesada e outras armas, nos distritos de Jabal Habashi e Maqbanah, a oeste de Taiz, e na frente de Al Aqroud, no distrito de Al Misrakh, a sudeste, adiantou a mesma fonte.

Dezenas de combatentes rebeldes, incluindo vários comandantes, terão morrido, ficado feridos ou sido capturados, enquanto vários equipamentos militares foram destruídos ou inutilizados nas diferentes frentes.

As forças governamentais realizaram também seis ataques aéreos contra posições e reforços dos Huthis a sudeste de Taiz e na frente de Himyar, em Maqbanah, provocando mais baixas e danos materiais entre os rebeldes, segundo a fonte militar.

As forças leais ao Governo internacionalmente reconhecido continuavam a repelir os ataques e mantinham as suas posições nas frentes afetadas.

Os confrontos ocorrem num contexto de escalada militar em Taiz e nas rotas estratégicas que ligam esta província a Lahj e Áden.

Taiz permaneceu dividida entre forças rivais durante grande parte da guerra, enquanto as montanhas e estradas circundantes são fundamentais para as ligações entre as áreas controladas pelo Governo no sul, a costa ocidental e as regiões montanhosas.

Vários viajantes confirmaram hoje que o avanço dos rebeldes xiitas e a intensificação dos combates no sul do país interromperam a principal estrada entre Taiz e a província de Áden, onde está sediado o Governo internacionalmente reconhecido.

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