Mais previsões: Meteorologia 25 dias

PUBLICIDADE

Xi Jinping apresenta plano para reforçar disciplina interna do PCC

...


                    Xi Jinping apresenta plano para reforçar disciplina interna do PCC
Xi Jinping apresenta plano para reforçar disciplina interna do PCC (Foto: Reprodução)

O Presidente chinês, Xi Jinping, apresentou hoje à cúpula do Partido Comunista Chinês (PCC) um projeto de resolução para reforçar a disciplina e a supervisão internas, após novas purgas de altos dirigentes e advertências sobre o incumprimento de ordens.

 

Xi, também secretário-geral do partido, apresentou o projeto durante a quinta sessão plenária do XX Comité Central, inaugurada hoje em Pequim, e fez um relatório de trabalho em nome do Politburo, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.

O documento aborda o reforço de uma "governação integral e rigorosa" do partido, expressão utilizada pela liderança chinesa para designar as medidas de disciplina, supervisão e combate à corrupção, um problema que se tem revelado endémico em todos os níveis da organização.

A reunião, que decorrerá à porta fechada até quinta-feira, vai analisar o projeto de resolução, cujo conteúdo detalhado ainda não foi divulgado.

Em julho, o Politburo exigiu "padrões mais elevados" e "medidas mais concretas" para resolver os problemas internos do partido, reconhecendo que "profundas mudanças dentro e fora da China" colocam "novos desafios" ao controlo e à supervisão da organização.

Segundo a descrição do projeto analisada pela direção do partido em setembro, o documento faz um balanço das medidas anteriores e estabelece as prioridades para os próximos anos.

O debate envolve uma organização com mais de 100 milhões de militantes, que controla as instituições do Estado, as Forças Armadas e os principais centros de decisão da segunda maior economia mundial.

Embora Xi tenha concentrado o poder desde que assumiu a liderança do PCC, em 2012, o próprio dirigente reconheceu a existência de obstáculos à aplicação das suas decisões.

Num discurso proferido em janeiro e publicado este mês pela revista oficial do PCC Qiushi, Xi criticou o facto de algumas orientações "não serem aplicadas ou serem aplicadas incorretamente" e denunciou dirigentes que proclamam lealdade, mas que, "na prática, cumprem as ordens apenas na aparência e continuam a agir à sua maneira".

A reunião realiza-se numa altura em que as expulsões dos generais Zhang Youxia e Liu Zhenli, anunciadas em setembro por acusações de corrupção e outras infrações, aguardam ratificação pelo Comité Central.

Os afastamentos deixaram a Comissão Militar Central, o principal órgão de comando das Forças Armadas chinesas, com apenas dois membros: Xi Jinping e o general Zhang Shengmin, contra os sete que integravam o organismo em 2022.

Desde que chegou ao poder, em 2012, Xi tem promovido uma campanha anticorrupção que atingiu dirigentes locais, ministros, responsáveis de empresas estatais e altos comandos militares.

Os organismos disciplinares chineses sancionaram 412.000 pessoas no primeiro semestre de 2026, incluindo 74 dirigentes de nível provincial ou ministerial.

O plenário realiza-se cerca de um ano antes do XXI Congresso do PCC, previsto para o outono de 2027, quando deverão ser renovados os principais órgãos dirigentes do partido, sem que tenha surgido até agora uma figura visível para suceder a Xi Jinping.

Leia Também: China. PCC reúne Comité Central após purgas e congresso de Xi