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Wall Street sem rumo, mas com tecnológicas a recuperar parte das perdas

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                    Wall Street sem rumo, mas com tecnológicas a recuperar parte das perdas
Wall Street sem rumo, mas com tecnológicas a recuperar parte das perdas (Foto: Reprodução)

A bolsa nova-iorquina encerrou sem rumo, com o setor tecnológico a recuperar parte das fortes perdas sofridas na véspera, associadas aos receios com a rentabilidade da inteligência artificial (IA).

 

O resultado da sessão indica que o índice tecnológico Nasdaq avançou 1,09% e o alargado S&P500 ganhou 0,31%, enquanto o seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,46%.

"Os fabricantes de circuitos integrados lideraram a recuperação de hoje, mas os seus ganhos foram imitados em relação às perdas da véspera", comentaram os analistas da Briefing.com.

Na quinta-feira, o Nasdaq sofreu a sua pior sessão desde abril de 2025, ao cair 5,52%, penalizado pela queda dos títulos ligados à IA. Por sua vez, o S&P500 desvalorizou 4,35 %.

Em causa estão os resultados eleitorais nos EUA, com a forte derrota dos republicanos, que foram interpretados pelos investidores como podendo conduzir à perda de velocidade da construção de centros de dados, depois da oposição de vários eleitos democratas a estas unidades da IA nas suas circunscrições.

"Vão haver restrições nesta tecnologia? É provável", considerou Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, em declarações à AFP. Mas entende que ainda é cedo para ter certezas.

Entretanto, a Nvidia recuperou hoje, ao valorizar 2,78%, depois de na quinta-feira ter perdido 9,30%. Da mesma forma, a AMD ganhou 11,04% e a Micron 5,12%, esta depois da perda acima de 17% na véspera.

"O movimento observado hoje resulta mais de uma recuperação parcial do que de uma verdadeira inversão da tendência de baixa", entendem os analistas da Briefing.com.

O Nasdaq continua cm uma perda superior a 10% do seu recorde, estabelecido em outubro, o que o coloca na designada fase de correção.

Para Jose Torres, da Interactive Brokers, a praça bolsista hoje também beneficiou de um relatório sobre o emprego nos EUA, relativo a outubro, melhor do que esperado.

O desemprego recuou para 4,1% e os 165 mil empregos criados são mais do dobro dos de setembro, segundo os números divulgados pelo Departamento do Trabalho.

Os analistas esperavam números mais fracos, com o desemprego estável nos 4,2% e uma criação de 60 mil empregos.

Estes dados "deveriam confirmar a Reserva Federal na sua análise de que o mercado de trabalho está sólida", interpretou Fawad Razaqzada, analista de Forex.com.

Também deverão permitir ao banco central concentrar-se na luta contra a inflação, e levá-lo a subir a sua taxa de juro de referência na sua próxima reunião, no início de dezembro.

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