Visitámos a fábrica onde nascem os carros da Omoda & Jaecoo
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Wuhu é uma cidade industrial da China em que uma das grandes forças motrizes da economia local é o Grupo Chery - que lá tem a sua sede e principal fábrica.
O Auto ao Minuto teve a oportunidade de ver as instalações fabris por dentro ao vivo, conhecendo o espaço onde são produzidas as viaturas de marcas como a Omoda & Jaecoo - única do conglomerado que já está no mercado português. Chegou há sensivelmente um ano, numa fase de forte expansão internacional: em apenas três anos de existência chegou ao milhão de vendas globais, reivindicando ser a marca de crescimento mais veloz.
O tamanho impressiona
Diagrama da fábrica© Notícias ao Minuto
Só estivemos em duas partes do complexo industrial, que ocupa uma área de cerca de 830 mil metros quadrados entre as suas diversas valências - soldadura, estampagem, pintura, modularização, motores, transmissões e centro de pesquisa e desenvolvimento e de operações.
É, pois, uma área vasta, que nos impressionou pelo seu tamanho apesar de termos entrado em apenas dois (grandes) edifícios - primeiro na oficina de soldadura e, depois, na de montagem final.
De referir que tem uma linha de produção capaz de fabricar ligeiros de passageiros com motorizações convencionais e de novas energias no mesmo espaço. A capacidade de produção anual é de 300 mil unidades. Há uma maximização do aproveitamento do espaço disponível, não só horizontal, como também vertical.
Além da montagem de automóveis completos, a fábrica tem também capacidade de produzir mais 200 mil unidades de kit (KD) - em que o processo é completado noutro país.
Soldadura quase totalmente automatizada
Na soldadura, os processos são altamente automatizados, com centenas de máquinas robóticas de alta precisão a trabalharem em conjunto numa espécie de "dança" sincronizada com uma supervisão humana mínima - para inspeção e para chegar a locais a que as máquinas não conseguem ir.
Desde as máquinas de produção aos "veículos" que transportam peças pelos corredores, é uma automação que reduz significativamente a necessidade de mão-de-obra, para além de tornar todo o processo mais eficiente e célere.
E a montagem final?
Na montagem final, é basicamente onde todos os componentes são juntos para formar o carro: desde o interior às luzes, passando pelo depósito e pela colocação das portas. A capacidade? Cerca de 60 viaturas por hora.
Aqui, já há uma participação humana muito maior no processo. Por exemplo: as máquinas robotizadas e os tapetes rolantes ajudam a movimentar as peças e veículos, mas os técnicos fazem a montagem manual.
No mesmo espaço, são fabricadas viaturas com volante à esquerda ou à direita, servindo por isso vários mercados diferentes. O controlo de qualidade tem a ajuda de inteligência artificial, verificando-se até o abastecimento de combustível e o carregamento elétrico. O espaço inclui uma zona de inspeção às viaturas concluídas.
Com esta visita, tivemos a oportunidade de perceber um pouco mais como é que as viaturas são fabricadas - como é que o tempo de fabrico pode ser tão curto, mas também como os veículos podem ter preços competitivos - afinal, a despesa com trabalhadores humanos é contida perante a ampla automação.
Tem capacidade para produzir 300 mil automóveis completos por ano e um ecossistema que combina tecnologia robótica com a (mínima) intervenção humana. A fábrica está também preparada para responder a diferentes mercados, produzindo viaturas de volante à esquerda e à direita.
É uma operação de grande escala, cujas dimensões impressionam, que no fundo consiste o centro nevrálgico da Chery - de onde saem muitas das suas viaturas para a China e para o resto do mundo. Incluindo as da Omoda & Jaecoo, que tem feito um crescimento significativo desde a sua criação em 2023.