Mais previsões: Meteorologia 25 dias

PUBLICIDADE

Vírus Shamonda confirmado em Portugal, afeta bovinos e ovinos

...


                    Vírus Shamonda confirmado em Portugal, afeta bovinos e ovinos
Vírus Shamonda confirmado em Portugal, afeta bovinos e ovinos (Foto: Reprodução)

A Ordem dos Médicos Veterinários lançou hoje um alerta sobre a confirmação da existência do vírus shamonda (SHAV) em Portugal, que se transmite aos animais bovinos e ovinos através da picada de um mosquito causando infeções.

 

"A pedido da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), a Ordem dos Médicos Veterinários divulga a confirmação da deteção do vírus Shamonda (SHAV) em Portugal", afirma numa nota colocada no seu site e divulgada nas redes sociais.

O SHAV, que pertence ao género Orthobunyavirus e ao serogrupo Simbu, transmite-se principalmente pela picada de pequenos insetos do género Culicoides (vetores) e os animais bovinos são particularmente suscetíveis à infeção por este vírus, podendo apresentar febre, diarreia, prostração e diminuição da produção de leite, adianta no comunicado.

Em fêmeas gestantes, a infeção pode também estar associada a abortos e malformações fetais.

Já os ovinos e caprinos podem ser infetados, geralmente sem sinais clínicos evidentes, refere a nota.

A Ordem dos Médicos salienta, no entanto, que "não existem evidências de que o vírus Shamonda seja zoonótico, não sendo conhecido risco de transmissão aos seres humanos".

A DGAV acompanha a evolução da situação epidemiológica e disponibiliza informação atualizada no seu portal.

O vírus Shamonda, um ortabunyavírus até há pouco tempo detetado apenas em África e no Japão, foi confirmado em agosto de 2026 em bovinos na Suíça, França, Alemanha, Áustria e Países Baixos.

Os sintomas nos animais adultos são moderados, como febre, quebra de produção leiteira, diarreia, mas o impacto mais grave verifica-se no feto animal, com casos de aborto e malformações do sistema musculoesquelético e nervoso em vitelos.

Não existe vacina nem tratamento disponível. A principal medida de controlo é a proteção dos animais contra os insetos vetores de transmissão.

Leia Também: Surto de Ébola na RDCongo ultrapassa 4.200 mortes