UE mobiliza 4,9 mil milhões de euros para apoio militar à Ucrânia
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O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje mobilizar mais 4,9 mil milhões de euros para a Ucrânia, através do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, destinados a ajuda militar e reforço da formação das forças ucranianas.
"O Conselho adotou hoje um conjunto de oito decisões que permitem a utilização de fundos destinados à Ucrânia ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz [MEAP]", anuncia em comunicado a instituição que junta os Estados-membros da UE.
Do montante global, 4,7 mil milhões de euros destinam-se ao reembolso parcial da assistência militar já fornecida pelos Estados-membros, enquanto 230 milhões de euros serão atribuídos à Missão de Assistência Militar da UE em Apoio à Ucrânia, de acordo com o Conselho da União.
As decisões concretizam parte do acordo político alcançado pelos Estados-membros em setembro passado, que prevê a mobilização de 6,6 mil milhões de euros para a Ucrânia através do mecanismo europeu.
O acordo inclui, ainda, a disponibilização de mil milhões de euros em nova ajuda militar à Ucrânia e o reforço da missão de assistência militar europeia em 2027.
Com as decisões hoje adotadas, o apoio global da UE à Ucrânia através do MEAP ascende a 10,8 mil milhões de euros, dos quais 9,9 mil milhões se destinam ao reembolso da ajuda militar fornecida pelos Estados-membros e 950 milhões ao financiamento da formação militar.
"As decisões de hoje confirmam o apoio firme e inabalável da UE à independência, à soberania e à integridade territorial da Ucrânia, dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, perante a guerra de agressão conduzida pela Rússia", refere ainda a nota de imprensa.
Criado em março de 2021, o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz financia ações no âmbito da Política Externa e de Segurança Comum, com o objetivo de prevenir conflitos, preservar a paz e reforçar a segurança e a estabilidade internacionais.
A UE canalizou também 3,5 mil milhões de euros em receitas extraordinárias geradas por ativos russos imobilizados para responder a três necessidades prioritárias da Ucrânia, sendo elas munições, defesa antiaérea e drones.
Desse montante, foram adquiridos diretamente à indústria de defesa ucraniana equipamentos militares no valor de mais de 1,5 mil milhões de euros.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e, desde então, Kyiv tem contado com apoio financeiro e militar dos seus aliados, nomeadamente da UE.