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Ucrânia: PM eslovaco disponível para mediar acordo de paz com Moscovo

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                    Ucrânia: PM eslovaco disponível para mediar acordo de paz com Moscovo
Ucrânia: PM eslovaco disponível para mediar acordo de paz com Moscovo (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro da Eslováquia ofereceu-se hoje a Kyiv para mediar com Moscovo um potencial acordo de paz, após acusar a União Europeia (UE) de não ter empenhado esforços para pôr fim à guerra.

 

"A União Europeia é incapaz de desenvolver iniciativas que ajudem a pôr fim a esta terrível guerra", declarou Robert Fico num comunicado divulgado a partir da cidade ucraniana de Lviv, onde participou numa reunião entre o Governo eslovaco e o ucraniano.

Embora tenha admitido que é difícil falar de negociações de paz ao mais alto nível, Fico considerou que "continuam a ser possíveis os contactos a nível técnico, os quais poderiam contribuir para a paz na Ucrânia".

"A Eslováquia está preparada para ajudar a alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia", sublinhou o líder eslovaco que é considerado próximo de Moscovo.

Ao homólogo ucraniano, Serhii Koretskyi, o político populista deixou clara a sua disponibilidade para se reunir com ele a qualquer momento e em qualquer lugar.

"Basta ligar-nos e organizaremos tudo imediatamente", afirmou o chefe do Governo eslovaco, que se opõe ao fornecimento de armas à Ucrânia para que esta se defenda da invasão russa.

Em simultâneo, representantes norte-americanos, franceses, alemães, britânicos e da NATO reuniram-se hoje novamente em Bruxelas para debater, desta feita, as garantias de segurança que a Ucrânia receberia no âmbito de um eventual acordo de paz com a Rússia.

Este foi o segundo encontro diplomático realizado na capital belga em apenas dois dias e poucos dias antes das negociações entre Kyiv e Moscovo previstas para a próxima semana em Abu Dhabi, sob a mediação de Washington.

O chefe dos serviços de informações externas da Ucrânia, Rustem Umerov, confirmou a natureza das conversações de hoje e explicou que o objetivo-chave das mesmas foi debater como deveriam ser articuladas as garantias de segurança oferecidas pelos Estados Unidos, Europa e por outros parceiros internacionais, bem como uma nova estratégia europeia de segurança.

Umerov, numa mensagem nas redes sociais, salientou que, para o seu país, é fundamental que "as garantias de segurança não sejam meramente uma declaração política, mas sim um sistema que funcione na prática".

Por seu lado, a porta-voz da NATO, Allison Hart, confirmou em declarações à imprensa que a reunião deu continuidade aos contactos diplomáticos mantidos recentemente em Miami e Oslo "para debater os próximos passos rumo a um fim justo e sustentável da guerra na Ucrânia".

Fontes da Aliança Atlântica esclareceram pouco depois que se tratou de uma reunião "a nível de trabalho" e recordaram que a NATO também participou no encontro organizado na quarta-feira pela Comissão Europeia, ao qual estiveram presentes delegações da Ucrânia, dos Estados Unidos, da França, da Alemanha, do Reino Unido e do Banco Mundial.

Assim, Bruxelas acolheu, pelo segundo dia consecutivo, contactos entre Washington e os aliados europeus no âmbito dos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra, embora com objetivos diferentes em cada encontro.

A reunião de quarta-feira na Comissão Europeia foi dedicada a estudar diferentes fórmulas para financiar a reconstrução do país após a guerra e atrair investimentos internacionais que permitam impulsionar a recuperação económica de Kyiv.

As conversações na capital da UE inscrevem-se no chamado "quadro de prosperidade", desenvolvido em conjunto por Kyiv e Washington no início deste ano, e ocorrem a poucos dias das negociações técnicas entre a Ucrânia e a Rússia previstas para os próximos dias 10 e 11 de novembro nos Emirados Árabes Unidos.

Nestas conversações não está prevista a participação da União Europeia, segundo indicaram fontes do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), que enquadraram o encontro num formato trilateral: Ucrânia, Rússia e Estados Unidos.

Esta sucessão de encontros diplomáticos suscitou críticas da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que enviou hoje uma carta ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, para denunciar a falta de coordenação entre os 27 e a exigir que a UE nomeie "de uma vez por todas" um representante com um mandato claro para participar nas negociações de paz em nome de todo o bloco comunitário.

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