Tendas continuam em frente ao Coliseu de Roma e protestos continuam
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Várias dezenas de tendas de campanha continuam instaladas em frente ao Coliseu de Roma no âmbito do protesto de estudantes, sindicalistas e ativistas contra o custo de vida e o aumento da despesa militar.
Os manifestantes preveem manter o acampamento pelo menos até à manhã de domingo, embora estejam a ponderar prolongar a ação por mais alguns dias.
O plano dos participantes passa por passar a noite de hoje para domingo no local e realizar uma reunião no domingo, às 11:00, para organizar as próximas ações de protesto.
Entre os manifestantes que pernoitam junto ao Coliseu encontram-se estudantes dos coletivos Cambiare Rotta e Opposizione Studentesca d'Alternativa (OSA) e membros do Movimento pelo Direito à Habitação.
Os participantes do "Acampamento dos Direitos", protestam contra as dificuldades no pagamento de rendas e propinas, enquanto vários trabalhadores denunciam salários demasiado baixos para cobrir os custos de subsistência.
As tendas foram montadas na sexta-feira, na sequência da greve e das manifestações convocadas pelo sindicato Unione Sindacale di Base (USB) em 50 cidades italianas.
As reivindicações incluem o combate ao elevado custo de vida, a contestação ao aumento dos gastos militares, o pedido de aumentos salariais e o descontentamento geral com o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.
"Depois de milhões de pessoas terem enchido as praças de todo o país, já não será possível recorrer à desculpa das janelas partidas e dos protestos de rua: agora o povo italiano espera uma resposta concreta para os problemas que enfrenta", afirmou a organização.
"Precisamos de construir uma alternativa que garanta as verdadeiras prioridades do país", declarou Giulia Calò, do partido Potere al Popolo, anunciando uma campanha nacional contra o custo de vida e uma manifestação contra o Orçamento do Estado. "Já não podemos aceitar não conseguir viver neste país", acrescentou, apelando a um maior investimento na saúde, na educação, na habitação e no emprego.
Margherita Grazioli, do Movimento pelo Direito à Habitação, criticou a gestão das prioridades públicas.
"Vimos muitíssimas mulheres despejadas, inclusive vítimas de violência com filhos a seu cargo, enquanto se gastam milhares de milhões no rearmamento", referiu.
Dois estudantes que se encontram no acampamento defendem que os 14 mil milhões de euros gastos no rearmamento "seja investido nas escolas, nas universidades e no serviço nacional de saúde".
Os jovens denunciam ainda as dificuldades geracionais, como a precariedade no ensino, os cortes no direito à educação e a subida desmedida dos preços do arrendamento universitário, com quartos para estudantes deslocados a custar entre 500 e 600 euros mensais.
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