"Temos de ser valentes. O FC Porto vai-nos exigir tudo"
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O treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, considerou hoje que a sequência de resultados positivos aumenta a "responsabilidade" da equipa, que recebe no sábado o líder FC Porto, na nona jornada da I Liga portuguesa de futebol.
"Quando se ganha muitas vezes, aumenta sempre a responsabilidade, porque começa-se a olhar de forma diferente. Temos de ter esta capacidade de querer ter responsabilidade, continuar a trabalhar de forma ambiciosa e humilde, sempre com a coragem de dizer que queremos mais", afirmou o técnico dos barcelenses, que vem de três vitórias consecutivas.
Na análise ao FC Porto, Luís Pinto destacou a intensidade e a exigência competitiva dos portistas, que apresentam um registo totalmente vitorioso nas competições nacionais.
"O Porto tem a mesma matriz. A procura por um jogo sempre de um nível muito alto de intensidade, sempre ligados à corrente. Os caminhos não são os mesmos, têm algumas nuances que foram acrescentadas ao jogo deles, mas têm outros caminhos que se mantêm", explicou.
O treinador salientou que a capacidade dos 'dragões' para manterem elevados níveis de intensidade obriga os adversários a uma concentração permanente.
"É uma equipa que vai exigir que estejamos a um nível de concentração altíssimo, a um nível de atitude competitiva muito alto. Terem um pleno em tudo aquilo que são os jogos, quer na Supertaça, quer no campeonato diz, por si só, aquilo que é a valia do nosso adversário", sublinhou.
Luís Pinto abordou também as diferenças na preparação relativamente à época passada, quando defrontou o FC Porto ao serviço do Vitória de Guimarães.
"O nosso primeiro jogo foi contra eles e tivemos de andar à procura de coisas que faziam no Ajax para perceber o que é que podia ser aquele FC Porto. Depois, quando jogámos contra eles em novembro e em janeiro, já havia um maior conhecimento", recordou.
O maior conhecimento atual não elimina, contudo, a necessidade de uma análise aprofundada, devido às alterações introduzidas pelos portistas, com o treinador a procurar identificar os principais caminhos ofensivos do adversário e as possibilidades de os contrariar.
"Há pequenos detalhes que são diferentes da época anterior para esta época e obriga-nos a uma análise profunda novamente, para conseguirmos conhecer aquilo que pretendemos do nosso adversário e de que maneira podemos fechar os melhores caminhos que eles têm e explorar aquilo que achamos que são as maiores fragilidades", sustentou.
Apesar do pleno de vitórias do FC Porto, Luís Pinto afastou a possibilidade de a equipa gilista entrar condicionada pelo estatuto do adversário,
"Da nossa parte, aquilo que tem de existir é a ambição de lutarmos para ganhar, como temos lutado sempre em todos os jogos", afirmou.
O técnico destacou ainda a necessidade de acompanhar o ritmo elevado que espera encontrar, num jogo em que antecipa exigências constantes nas diferentes fases.
"Temos de ser muito valentes perante um adversário que nos vai exigir tudo, em todos os momentos, seja ofensivo, seja defensivo, seja de transições, sejam bolas que saem e temos de estar vivos para o jogo estar sempre num ritmo alucinante", advertiu.
O treinador afirmou que a utilização de Héctor Hernández permanece em aberto, com uma avaliação prevista para o dia do encontro, ao contrário dos lesionados Bamba, Tchaptchet e Weverson, todos a recuperar de lesão.
O Gil Vicente, sexto classificado, com 14 pontos, recebe no sábado o FC Porto, atual campeão nacional e líder, com 24, numa partida agendada para as 20:30, no Estádio Cidade de Barcelos, com arbitragem de Luís Godinho, da Associação de Futebol de Évora.