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Teerão executa três homens por participarem nos protestos de janeiro

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                    Teerão executa três homens por participarem nos protestos de janeiro
Teerão executa três homens por participarem nos protestos de janeiro (Foto: Reprodução)

O Irão executou hoje três homens condenados por realizarem "operações a favor dos Estados Unidos e Israel" e por participarem em ataques armados contra instalações públicas durante os protestos antigovernamentais de janeiro.

 

Com estas três execuções, o número de pessoas que foram enforcadas por condenações relacionadas com as manifestações ascende a, pelo menos, 39.

"As sentenças de morte de Hasán Divband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh, por participarem em operações a favor de Israel, dos Estados Unidos e de grupos hostis, devido à sua participação ativa e armada nos distúrbios de 08 e 09 de janeiro, foram executadas", informou a agência Mizan, do Poder Judicial iraniano.

Este órgão de comunicação indicou que as execuções tiveram lugar depois de o Supremo Tribunal ter confirmado as condenações.

De acordo com a Mizan, os três condenados participaram nos protestos em massa de 08 e 09 de janeiro em Karaj, a 50 quilómetros a oeste de Teerão, onde alegadamente utilizaram armas de fogo, granadas artesanais e cocktails molotov, incendiaram instalações públicas e destruíram uma subestação elétrica, o que provocou cortes no fornecimento de energia em algumas zonas.

A agência Mizan indicou que os arguidos agiram de forma coordenada e seguindo instruções recebidas previamente, e que foram detidos na sequência de uma investigação dos serviços de informações.

Além da pena de morte, a Justiça ordenou a apreensão de todos os bens, enquanto outros oito arguidos do mesmo caso receberam penas entre cinco e dez anos de prisão.

Na passada terça-feira, as autoridades iranianas executaram dois homens condenados pelo alegado envolvimento na morte de quatro polícias durante os protestos de janeiro na cidade central de Isfahan.

Essas mobilizações eclodiram devido à deterioração da situação económica e chegaram a exigir o fim da República Islâmica, mas foram sufocadas após uma dura repressão na qual, segundo as autoridades iranianas, morreram 3.117 pessoas, enquanto organizações de direitos humanos, como a HRANA, da oposição, com sede nos Estados Unidos, elevam o número para mais de sete mil.

A República Islâmica classificou as manifestações como distúrbios ou uma tentativa de golpe de Estado orquestrada por Israel e pelos Estados Unidos.

O Irão é um dos países com maior número de execuções do mundo e, em 2025, as autoridades iranianas executaram pelo menos 2.159 pessoas, mais de o dobro do que em 2024 e o número mais elevado registado pela Amnistia Internacional no país desde 1981.

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