Subida dos combustíveis afeta Forças Armadas em mais de 3 milhões
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As Forças Armadas também estão a ser afetadas pela subida dos combustíveis, o que obrigou o Governo a rever em mais de três milhões de euros os contratos de abastecimento assinados.
De acordo com a CNN Portugal, só a Marinha precisava de mais 2,4 milhões do que o limite autorizado pelo Executivo de Luís Montenegro, uma vez que o preço do gasóleo marítimo duplicou desde o início de 2026.
Por exemplo, o contrato assinado em março, entre a Armada e a Petrogal, para três anos (2026 a 2028), teve assim de ser revisto agora em setembro.
O preço inicialmente acordado foi de 16.623.266,06 euros. Porém, segundo uma alteração contratual registada no Portal BASE a 14 de setembro, agora é de 18.223.202,06 euros, ou seja, mais 1.599.936 euros do que tinha previsto seis meses antes. Mas este não foi o único contrato a ser revisto na Marinha (e não só).
A escalada de preços nos combustíveis obrigou a alterações contratuais também na Força Aérea. Um contrato assinado em dezembro de 2025, para a compra de combustíveis rodoviários no valor de 606.504,07 euros, aumentou para 1.663.414,64 euros, mais 1.056.910,57 euros, no passado mês de março, devido à "atualização extraordinária do preço dos contratos de aquisição de serviços com duração plurianual".
Armada calcula precisar de 7,9 milhões (este ano) só para combustíveis
Segundo a estação televisiva, a Armada calcula assim precisar de 7,9 milhões de euros para assegurar as necessidades de combustível operacional previstas para este ano, isto é, mais 2.405.656,20 euros do que o limite aprovado.
O aumento dos combustíveis, levou a Marinha a enviar ao ministro da Defesa, em junho, uma proposta para atualizar e reprogramar a despesa, notando que, por exemplo, que o fornecimento de combustíveis operacionais aos navios "constitui-se como fator crítico no cumprimento da sua missão, pelo que é necessário garanti-lo, em tempo oportuno e de forma ininterrupta".
Ministério da Defesa admite "impacto na atividade corrente"
À CNN Portugal, o Ministério da Defesa reconheceu que a subida dos preços está a obrigar os três ramos das Forças Armadas a rever contratos já assinados. "Decorrente dos sucessivos e relevantes aumentos dos preços dos combustíveis, as Forças Armadas necessitam efetuar ajustes contratuais, com aumento de valor, para a aquisição de combustível rodoviário e operacional para os seus meios navais, terrestres e aéreos", explicou ao canal de televisão fonte oficial.
A tutela admitiu que a situação tem consequências no funcionamento diário das Forças Armadas. Estes aumentos "têm algum impacto na atividade corrente", obrigando a "otimizar deslocações e atividades noutras áreas de funcionamento corrente".
O Ministério da Defesa garantiu, contudo, que "a atividade operacional se mantém dentro do planeado e com toda a capacidade para resposta às necessidades".