STEC rejeita acordo com CGD após sindicatos da UGT chegarem a acordo
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O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) rejeitou hoje que o processo negocial para 2026 e 2027 com o banco público tenha terminado, depois da assinatura de um acordo "com alguns dos sindicatos menos representativos".
Em comunicado, o STEC sublinhou que representa 85% dos trabalhadores sindicalizados na Caixa Geral de Depósitos (CGD) e acusou o banco de desrespeitar o processo negocial.
"O STEC é o sindicato maioritário na CGD, representando cerca de 85% dos sindicalizados e a Administração optou por esvaziar o processo negocial, assinando com sindicatos que nem 20% dos sindicalizados representam, sem chegar a acordo com o STEC", refere, no documento.
Na quinta-feira, os sindicatos da banca afetos à UGT anunciaram que tinham chegado a acordo com o banco público para aumentos de 3% este ano e de 2,5% no próximo.
Ainda assim, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) apontaram que o acordo de princípio prevê a reabertura do processo negocial caso a taxa de inflação seja "materialmente superior à apurada pelo INE para o ano de 2027" ou se houver "alterações substanciais das circunstâncias económicas e sociais".
Já hoje, o STEC disse não ter assinado este acordo, que "não o dá como definitivo" ou que dá por encerrado o processo negocial tanto para este ano, como para o próximo.
O sindicato registou que este acordo foi anunciado no dia em que a CGD divulgou lucros de 1.434 milhões de euros até setembro e acrescentou que a sua proposta "representa apenas 0,4%" dos lucros de 2.000 milhões de euros previstos ao longo do ano.
O STEC recordou que o adiantamento unilateral de 2%, em fevereiro, já tinha desrespeitado a contratação coletiva e esvaziado a normal negociação, pelo que considerou importante "reafirmar que os aumentos agora anunciados são insuficientes" e que "ficam aquém do justo e necessário para os trabalhadores".
O sindicato disse ainda que não se opõe ao pagamento aos seus sócios de forma idêntica aos restantes trabalhadores, mas que vai avançar com um requerimento para a fase de conciliação junto do Ministério do Trabalho.