Sondagem: Sete em dez portugueses "chumbam" Governo na habitação
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Sete em cada dez pessoas "chumbam" o Governo quando o assunto é a habitação, tema que nas duas últimas semanas tem marcado a atualidade. Há, então, apenas 7% que dão nota positiva a este Executivo.
Os dados foram revelados na sexta-feira, a partir de uma sondagem da Pitagórica feita para a TVI/ CNN Portugal.
A análise dá conta de que a insatisfação geral estende-se também ao eleitorado da AD. De acordo com as informações recolhidas, 52% dos eleitores da coligação que sustenta o Governo dão nota negativa à forma como este tem vindo a atuar, enquanto 18% estão satisfeitos.
A insatisfação "afunda" quando os inquiridos são pessoas à procura de casa, com o descontentamento a chegar aos 84%. No que diz respeito a quem não procura, há 66% que estão insatisfeitos. Já 79% dos jovens - entre os 18 e 34 anos - também não estão contentes.
A sondagem refere ainda que a avaliação dos portugueses ao conjunto de medidas para a habitação varia consoante cada uma delas com, por exemplo, a possibilidade de o senhorio pedir a renda num valor à sua escolha num novo contrato a ser rejeitada por 73%. Já 71% discordam de permitir mais rendas adiantadas e uma caução mais elevada.
A possibilidade de acabar com o contrato quando existem duas rendas em atraso é outro dos tema inquiridos, com 56% a concordar com esta posição.
Quanto à possibilidade desta renovação proposta pelo Governo trazer mais oferta, há 55% dos inquiridos que duvidam de que os proprietários coloquem mais casas a arrendar.
A proposta de lei do Governo para alterar o regime de arrendamento urbano foi aprovada, no início do mês, na generalidade no Parlamento, devido à abstenção do Chega, após o Governo ter manifestado disponibilidade para negociar "melhorias" na especialidade. Contratos mais flexíveis e despejos mais céleres são algumas das medidas incluídas na proposta de lei para alterar este regime.
Além disso, há formalidades processuais que desaparecem: enquanto até agora uma decisão judicial favorável ao despejo abria um outro processo, de execução do despejo, e só depois conduzia ao despejo em si, a proposta do Governo elimina essa etapa, passando a ser suficiente o parecer inicial de um juiz.
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