Mais previsões: Meteorologia 25 dias

PUBLICIDADE

Sismo? Portugueses na Venezuela enfrentam desafio de reconstruir vidas

...


                    Sismo? Portugueses na Venezuela enfrentam desafio de reconstruir vidas
Sismo? Portugueses na Venezuela enfrentam desafio de reconstruir vidas (Foto: Reprodução)

A Sociedade de Beneficência Damas Portuguesas (SBDP) alertou que, quatro meses após o duplo sismo que devastou habitações e negócios, a comunidade portuguesa na Venezuela enfrenta o desafio de reconstruir não apenas infraestruturas, mas também vidas.

 

O alerta foi dado em Caracas por Lucecita Fernandes Ferreira, presidente da SBDP, que pede a Portugal que continue a acompanhar de forma contínua os afetados e quem perdeu o sustento.

"Continuamos a acompanhar as pessoas, porque o que aconteceu foi algo muito significativo e deixou em cada pessoa um impacto (...). O próximo passo é a reconstrução [das infraestruturas], mas também temos de reconstruir as vidas, o ser humano, porque o impacto foi tão forte que as pessoas ainda não conseguem fazer uma vida normal", disse na sexta-feira à agência Lusa.

A presidente da SBDP insistiu que, passada a fase inicial de emergência, o trabalho de assistência daquela organização à comunidade luso-venezuelana entra agora numa fase crítica de apoio psicológico e social, uma vez que as consequências materiais e emocionais continuam bem presentes no dia a dia de muitas famílias.

"A realidade de cada pessoa ficou afetada, os seus lugares de trabalho e casas. Muitos não têm para onde ir, nem onde trabalhar, nem uma escola para onde levar os filhos. (...) Que não se esqueçam de quem está em dificuldade na Venezuela", apelou. E explicou que são muitos os portugueses em dificuldade que "já vinham de uma situação económica que não era a melhor".

A responsável notou ainda que, desde a ocorrência dos sismos, a Sociedade de Beneficência Damas Portuguesas tem estado a distribuir ajuda humanitária recebida dos governos de Lisboa e da Madeira, e também angariada pela sociedade civil madeirense, portuguesa e europeia.

"A Sociedade de Beneficência está agradecida ao Governo português, que tem estado presente nesta situação, e também [pela aprovação dos] pelos projetos que temos enviado (…) Também agradece as ajudas que têm chegado, às associações que estiveram a trabalhar em Portugal, na Madeira e na Europa, e que nos fizeram chegar os contentores com ajuda humanitária", frisou.

O duplo sismo de 24 de junho causou danos graves em infraestruturas, feridos e vítimas mortais em sete estados da Venezuela: Caracas, Miranda, Arágua, Carabobo, Lara, Yaracuy e La Guaira, este último o mais afetado.

Segundo o último balanço atualizado divulgado pelas autoridades, 6.509 pessoas morreram e 226.696 feridos foram assistidos nos hospitais venezuelanos depois dos sismos.

Entre as vítimas mortais, há pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes.

Leia Também: Funvisis instala nova estação geodésica em Caracas