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Síria nega envio de soldados para o Iémen. "Totalmente infundadas"

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                    Síria nega envio de soldados para o Iémen.
Síria nega envio de soldados para o Iémen. "Totalmente infundadas" (Foto: Reprodução)

Uma fonte diplomática síria negou hoje o envio de forças sírias para o Iémen para apoiarem as forças governamentais que combatem os rebeldes huthis, segundo a agência de notícias estatal Sana.

 

"As informações sobre o envio de forças militares sírias para o Iémen são, neste momento, totalmente infundadas", afirmou a fonte, sob anonimato, após declarações, neste sentido, feitas por autoridades iemenitas à agência de notícias AFP.

O Presidente sírio, Ahmed al-Charah, visitou Riade esta semana e assinou com os sauditas um acordo-quadro de cooperação "dirigido, principalmente, ao treino das forças armadas", acrescentou a mesma fonte.

O número de mortos num ataque ocorrido hoje a leste de Sana subiu para pelo menos 27 civis, na sua maioria mulheres e crianças, e 36 pessoas ficaram feridas.

A informação foi divulgada pelo governo dos rebeldes huthis, que atribuiu a ação à Arábia Saudita, país que lidera uma coligação militar contra os insurgentes iemenitas - que controlam a maior parte do Iémen, incluindo a capital.

Os huthis referiram que as ambulâncias e as equipas da defesa civil também foram alvo dos ataques "enquanto realizavam operações de resgate e primeiros socorros", acrescentando que o número de mortos deverá aumentar à medida que prosseguem os trabalhos de busca e remoção de escombros.

Segundo o Ministério da Saúde huthi, um dos feridos é um operador de câmara da estação de televisão Al-Masirah, controlada pelos insurgentes.

O porta-voz do grupo huthi, Mohamed Abdulsalam, condenou a ação e afirmou, na rede social X, que a Arábia Saudita "continua a atacar civis nos mercados e aldeias". Até ao momento, nem a Arábia Saudita nem o governo iemenita reconhecido internacionalmente se pronunciaram sobre o sucedido.

Os rebeldes huthis do Iémen, pró-Irão, afirmaram hoje ter lançado várias ofensivas com mísseis e drones contra o aeroporto de Riade, assim como contra instalações militares e petrolíferas no reino.

O grupo, que combate uma coligação liderada pela Arábia Saudita — a qual apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente —, teve como alvo, entre outros locais, instalações petrolíferas da gigante Aramco, informou na rede social X o porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree.

Estes ataques dos huthis foram em retaliação contra os alegados ataque sauditas a Sana.

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