Sinttav convoca greve para 17 de outubro: O que está em jogo
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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisuais (Sinttav) convocou uma greve para dia 17, dia em que decorre uma manifestação nacional organizada pela CGTP-IN, foi hoje divulgado.
Numa nota hoje enviada, o Sinttav aponta que "o custo de vida não para de subir, mas o salário fica sempre para trás".
O sindicato exige aumento real dos salários, estabilidade no emprego, controlo de preços nos bens essenciais, combustíveis e habitação e a defesa dos serviços públicos.
De acordo com o Sinttav, os preços dos alimentos, das contas básicas e do combustível "não param de aumentar" e a habitação enfrenta "rendas absurdas e juros da casa que esmagam qualquer orçamento familiar".
Ao mesmo tempo, "os contratos a prazo e precariedade não possibilitam" um planeamento do futuro.
Quanto ao SNS, o Sinttav aponta à falta de resposta.
"Não podemos continuar a aceitar a escolha entre pagar a renda ou ir ao supermercado. A nossa força está na união. Se não nos fizermos ouvir, nada vai mudar", acrescenta o sindicato.
A CGTP-IN anunciou em setembro uma manifestação nacional para sábado em Lisboa, Porto e Coimbra para que os trabalhadores possam "trazer para a rua a sua contestação", segundo o secretário-geral, que espera a adesão de "milhares e milhares" de trabalhadores.
Na ocasião, Tiago Oliveira lembrou ainda o "sentimento de vitória" alcançado com a rejeição da proposta de lei de alterações à legislação laboral, dizendo acreditar que os trabalhadores vão continuar a "seguir este caminho de procura" de valorização das condições laborais.
Entre as reivindicações que constam da Política Reivindicativa para 2027 da CGTP-IN e que apresentada em 11 de setembro está a exigência de um aumento salarial de pelo menos 15%, num mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores a partir de janeiro do próximo ano, bem como o aumento do salário mínimo nacional dos atuais 920 euros para 1.100 euros.
"Os trabalhadores e os reformados precisam de salários e de pensões que permitam viver dignamente durante todo o ano e não num só período do ano", sustentou Tiago Oliveira, numa alusão indireta ao suplemento extraordinário anunciado pelo Governo para os pensionistas com reformas mais baixas.
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