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Sheinbaum felicita Lula e afirma que "povo do Brasil venceu"

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                    Sheinbaum felicita Lula e afirma que
Sheinbaum felicita Lula e afirma que "povo do Brasil venceu" (Foto: Reprodução)

A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, felicitou o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pela vitória na segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, ao derrotar o senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro.

 

"Viva a democracia, o povo do Brasil venceu. Parabéns, Presidente Lula!", afirmou no domingo Sheinbaum numa mensagem nas redes sociais.

Com este resultado, as duas maiores economias da América Latina mantêm governos de esquerda.

No passado dia 05 de outubro, Sheinbaum descartou o receio de um maior isolamento político do México na América Latina caso o candidato de esquerda Lula da Silva perdesse a segunda volta presidencial frente ao candidato de extrema-direita Bolsonaro.

Naquele dia, Sheinbaum foi questionada sobre a primeira volta das eleições brasileiras, na qual Bolsonaro saiu com uma ligeira vantagem sobre Lula, mas evitou pronunciar-se sobre esses resultados, pedindo para se aguardar pela conclusão do processo eleitoral.

"É preciso esperar pela segunda volta. Vamos esperar pela segunda volta e, assim que todo o processo terminar, já poderemos dar a nossa opinião", afirmou.

É a primeira vez no Brasil desde o fim da ditadura militar (1964-1985) que um candidato que ficou em segundo lugar na primeira volta eleitoral vence o adversário na segunda volta.

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito nesta segunda volta com 51,75% dos votos, para o quarto mandato como chefe de Estado. O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), antigo sindicalista, é reeleito aos 80 anos, tendo conseguido inverter a desvantagem da primeira volta de mais de dois milhões de votos.

Logo após a derrota na primeira volta, uma mobilização sem precedentes, impulsionada pelos estudantes, alastrou a vários setores da sociedade e encheu as ruas de cidades por todo o Brasil em apoio à reeleição de Lula da Silva.

No último dia de campanha, Lula levou a esperança na reviravolta da beira-mar ao coração de São Paulo, enchendo de vermelho a Avenida Atlântica, em Copacabana, e a Avenida Paulista. Segundo estimativas do PT, sem verificação independente, as duas marchas reuniram, respetivamente, 1,15 milhões e mais de dois milhões de pessoas, num último impulso das ruas para as urnas.

No domingo, antes de votar numa escola de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, seu berço político, Lula reconheceu essa mobilização: "O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar, é muita generosidade, é muito carinho, é muito amor e eu serei eternamente grato ao comportamento do povo", disse.

A campanha de Lula da Silva na segunda volta foi marcada por uma forte mobilização nas redes sociais, ruas, manifestações convocadas por artistas e iniciativas de estudantes e movimentos sociais para conquistar votos e combater a abstenção.

Depois da desvantagem na primeira volta, Lula apostou na defesa da democracia e do seu legado social, intensificou os ataques ao adversário e anunciou medidas económicas e laborais para procurar inverter o resultado.

Flávio Bolsonaro combinou manifestações de força nas ruas, com uma aposta nas redes sociais, mobilizando influenciadores digitais e figuras como o deputado Nikolas Ferreira para ampliar o alcance da campanha.

Conseguiu ainda o apoio de candidatos derrotados na primeira volta, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury, que somaram 5,34% dos votos válidos, além do antigo Presidente Michel Temer e dos principais partidos de centro do país.

A disputa estendeu-se às plataformas digitais, com a campanha de Lula a acusar a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, de favorecer Flávio Bolsonaro e a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para exigir tratamento igual entre as candidaturas, denunciando restrições de contas, remoção de conteúdos e falhas nas ferramentas de inteligência artificial.

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