Robotáxi da Tesla tem dificuldade em ver animais à noite. Porquê?
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Os robotáxis (táxis autónomos) ainda são relativamente novos apesar de se estarem a expandir globalmente. Nos Estados Unidos da América, a Tesla começou a operar no ano passado, mas os veículos estão longe da perfeição.
Uma das lacunas das viaturas autónomas condiciona a sua operação em período noturno: é a capacidade de deteção precisa de animais na via (ou a falta dela). Tudo porque só tem câmaras, sensores e inteligência artificial, faltando-lhe um equipamento de radar que não seja dependente do grau de luminosidade.
O diretor-executivo do fabricante, Elon Musk, veio à rede social X revelar: "O principal aspeto que estamos a tentar resolver é garantir que não passamos em cima de animais de estimação quando são difíceis de ver à noite".
O que não fica claro na publicação é que robotáxis estão em causa: os Tesla Model Y adaptados que foram introduzidos em Austin em junho do ano passado ou os Cybercab que começaram a chegar este ano - ou ambos.
A tecnologia dos táxis autónomos Cybercab do fabricante de carros elétricos recorre a câmaras e sensores. Segundo o Business Insider, os próprios manuais ressalvam que baixa luminosidade pode afetar a capacidade de fornecer informação visual precisa - em particular nas situações de pouco contraste entre o animal e a via.
Um comentário à publicação de Elon Musk sugeriu o uso de câmaras térmicas, ao que o empresário retorquiu: "Câmaras de espetro visual conseguem ver muito bem no escuro quando a inteligência artificial está a fazer a análise da contagem de fotões".
De referir que este não é um problema tão permente para a Waymo, cujos táxis autónomos largamente implementados nos EUA dispõem de radar e de LiDAR - o que reduz o risco de atropelamentos de animais em situações com pouca iluminação.
Atualmente, a Tesla já oferece o seu serviço de robotáxi em seis cidades de diferentes estados americanos. A implementação começou em Austin (Texas) em junho do ano passado.