Mais previsões: Meteorologia 25 dias

PUBLICIDADE

Pureza diz que Montenegro uniu portugueses contra lei das rendas

...


                    Pureza diz que Montenegro uniu portugueses contra lei das rendas
Pureza diz que Montenegro uniu portugueses contra lei das rendas (Foto: Reprodução)

O coordenador do Bloco de Esquerda ironizou hoje, no Porto, no arranque da marcha pela habitação, que o primeiro-ministro cumpriu a promessa de unir o país, porque os portugueses estão hoje unidos contra uma lei que agride a sociedade.

 

"Luís Montenegro, quando foi eleito para desempenhar o cargo que agora desempenha, prometeu que ia unir o país e na verdade eu acho que ele cumpriu plenamente essa promessa. O país está hoje unido contra esta lei, contra esta agressão à sociedade portuguesa", disse José Manuel Pureza, que falava aos jornalistas na Praça da Batalha, no Porto, no arranque da marcha pela habitação que decorre esta tarde com destino à Praça D. João I.

No dia em que decorrem, no país, manifestações pelo direito à habitação, para o dirigente bloquista o primeiro-ministro "só tem um caminho": "Já toda a gente percebeu que essa lei está a perder cada dia que passa na rua, Luís Montenegro só tem um caminho, que é o mesmo do pacote laboral".

Questionado sobre se marcava presença no Porto por ter sido o primeiro local onde se registou uma carga policial sobre os manifestantes das acampadas. José Manuel Pureza quis destacar que "as manifestações têm ocorrido sem violência" , frisando que "o que foi violento foi a resposta do Governo".

"Respondeu através da polícia a uma manifestação que era absolutamente pacífica., disse.

Congratulando-se por ver nas ruas "cada vez mais gente", José Manuel Pureza sublinhou que estes movimentos e ações que exigem habitação estão "em crescendo", "são sempre pacíficas, sempre grandes, sempre democráticas, sempre convictas".

"Eu estou aqui para me associar a todas as pessoas que saem à rua para lutar pelo direito à habitação eu não me engano qual é a luta principal é o direito à habitação", referiu.

o Porto, onde os protestos e acampadas tiveram início no dia 10, o arranque da marcha estava marcado para as 16:30, mas sofreu um atraso.

Vai percorrer as ruas da cidade até à Praça D. João I, onde, pelas 19:30, deverá ocorrer a já habitual assembleia popular para decidir se serão ou não montadas tendas para pernoitar na praça.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

Leia Também: Centenas ultimam na Batalha no Porto preparativos para novo protesto