PSP confirma seis detidos na operação contra acampada do Porto
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A PSP confirmou hoje a existência de seis pessoas detidas na operação que destruiu a acampada da Praça D. João I, disse fonte oficial à Lusa.
A mesma fonte não avançou com números relativamente a pessoas identificadas.
Em comunicado enviado as redações, a PSP adianta ainda que "foi apreendido um artigo de pirotecnia (petardo) na posse de um dos detidos, três latas de tinta (arremessada aos polícias) e uma embalagem de gás pimenta".
A organização do protesto no Porto apontava para nove detenções.
Cerca de 200 manifestantes dirigiram-se entretanto à esquadra da PSP no Heroísmo, onde pelas 04:20 permaneciam em vigília.
A organização do movimento pela habitação no Porto atualizou o balanço para 37 feridos, dos quais sete em estado grave, e nove detidos, após a carga policial para desocupar a Praça D. João I.
Anteriormente tinha avançado com 37 feridos ligeiros e cinco pessoas ainda a receber assistência médica.
Segundo uma das porta-vozes da Acampada, Catarina dos Santos, "a repetição" da carga policial, que já tinha acontecido uma vez e provocado 39 feridos, desde que o movimento arrancou a 10 de outubro, já é "em si gravíssima".
Catarina dos Santos deixou ainda a garantia, quando questionada se hoje voltariam à Praça D. João I, que "ninguém arreda pé da praça até as reivindicações serem ouvidas".
A Unidade Especial de Polícia da PSP dispersou os manifestantes na Praça D. João I, no Porto, depois de terem rejeitado tirar as tendas.
Após horas de tensão que envolveram a chegada de mais elementos da polícia, cães e altercações em redor da praça, pelas 02:02 a PSP começou a intervenção.
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