PS quer ouvir 16 entidades afetados pelo aumento do custo da energia
...
O PS pediu hoje a audição parlamentar urgente de 16 entidades que representam os setores económicos e sociais afetados pelo aumento dos custos da energia para fazer um diagnóstico das diferentes realidades e impactos e identificar eventuais medidas.
No requerimento enviado à comissão parlamentar de Ambiente e Energia, e ao qual a agência Lusa teve acesso, os deputados do PS referem que o aumento dos preços da energia "continua a produzir impactos significativos sobre as empresas, os trabalhadores e as entidades dos setores social e associativo".
"Estes impactos não se distribuem de forma homogénea entre os diferentes setores da economia e da sociedade", explica o PS no requerimento que pede a audição de 16 entidades, com caráter de urgência.
Segundo os socialistas, a diversidade das realidades "exige uma avaliação diferenciada dos impactos da crise energética e da adequação das medidas de mitigação", sendo obrigação do Parlamento "dispor de informação direta, atualizada e tão completa quanto possível sobre os efeitos concretos que estão a ser sentidos pelos diferentes setores económicos e sociais".
"A audição das entidades representativas permitirá conhecer, de viva-voz, a evolução dos custos energéticos suportados por cada setor, o respetivo peso na estrutura de custos, os impactos sobre a atividade, a competitividade, o investimento, o emprego e a prestação de serviços, bem como avaliar a adequação das medidas atualmente em vigor e identificar eventuais respostas adicionais para o curto e médio prazo", justifica o partido liderado por José Luís Carneiro.
Da lista de entidades que o PS quer ouvir no parlamento faz parte a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Elétrica (APIGCEE), a Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria (APICER) e a Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem (AIVE).
A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), a Federação Portuguesa do Táxi e a Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD) também integram este requerimento.
Os deputados socialistas querem ainda no Parlamento a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) e a Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI).
A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) concluem esta lista de 16 entidades.
Leia Também: Negociar? Sindicato dos chefes da PSP alerta para desmotivação