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Primeiro-ministro da Albânia descarta demissão ao 6.º dia de manifestações

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                    Primeiro-ministro da Albânia descarta demissão ao 6.º dia de manifestações
Primeiro-ministro da Albânia descarta demissão ao 6.º dia de manifestações (Foto: Reprodução)

A polícia albanesa utilizou gás lacrimogéneo e canhões de água contra centenas de manifestantes que se reuniram hoje em Tirana, pelo sexto dia consecutivo, para exigir a demissão do primeiro-ministro, Edi Rama, que descartou a hipótese de sair.

 

A capital albanesa é palco de manifestações violentas desde terça-feira, 13 de outubro, em que participam milhares de pessoas em protesto contra as condições de estudo nas universidades, as elevadas propinas e a corrupção.

Num vídeo com mais de uma hora, divulgado no início do dia, Rama recusou demitir-se, reiterando que as manifestações são "obra de uma mão externa".

De acordo com o serviço de imprensa federal austríaco, a visita oficial que o chefe de Governo da Albânia deveria realizar na segunda-feira à Áustria, onde seria recebido pelo chanceler Christian Stocker, foi cancelada pela parte albanesa.

Hoje, os manifestantes reuniram-se ao meio-dia em frente ao Ministério da Educação, na capital, apelando à demissão do chefe do Governo.

A polícia interveio para repelir a multidão, tendo os manifestantes dispersado pelo centro da cidade, onde eclodiram confrontos que se prolongaram por várias horas.

Os manifestantes incendiaram caixotes do lixo, partiram vidros, incluindo na sede do Partido Socialista (no poder) e incendiaram uma esquadra da polícia e a entrada do Ministério do Interior.

Os confrontos alastraram-se às principais avenidas e praças, onde os manifestantes lançaram pedras, 'cocktails molotov' e dispararam engenhos pirotécnicos, o que levou a polícia a responder com balas de borracha e gás lacrimogéneo.

Os feridos foram recolhidos por ambulâncias.

O Ministério da Saúde declarou à agência noticiosa francesa AFP que ficaram feridos 16 polícias, dos quais 14 na sequência do ataque à esquadra.

Antes da manifestação, os proprietários das lojas e das instituições do centro da cidade protegeram as portas e as janelas com persianas metálicas.

Protestos na Albânia: Rama acusa "mãos estrangeiras" de incitar violência

O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, responsabilizou "mãos estrangeiras" pelos protestos violentos anti-governo que ocorrem há três dias, enquanto manifestantes se reuniam novamente na capital e noutras cidades.

Lusa | 13:13 - 16/10/2026