Presidente sul-africano felicita Lula da Silva pela reeleição
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O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, felicitou hoje o seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pela reeleição "para um histórico quarto mandato", classificando o resultado como uma "vitória para o sul global".
"Esta vitória vai ressoar para além da costa do Brasil. É uma vitória para o sul global e para as forças progressistas de todo o mundo", afirmou Ramaphosa, num comunicado divulgado pela Presidência sul-africana.
"Em nome do Governo e do povo da África do Sul, felicito o meu querido irmão e amigo, o Presidente Lula, e o povo do Brasil", acrescentou o responsável.
Ramaphosa destacou a "estreita relação bilateral e estratégica" mantida entre a África do Sul e o Brasil, baseada na cooperação Sul-Sul e na participação conjunta em fóruns internacionais, como os BRICS.
"Reafirmamos o nosso compromisso de continuar a reforçar as relações bilaterais entre os nossos dois países e de trabalhar em estreita colaboração em todos os fóruns multilaterais para construir uma ordem mundial justa e melhor, sustentada na solidariedade e no respeito pelo direito internacional", assinalou o Presidente sul-africano.
Em março, Ramaphosa realizou uma visita de Estado ao Brasil, a convite de Lula da Silva. Nessa ocasião, os dois líderes concordaram em reforçar as suas relações políticas e comerciais.
O Presidente brasileiro, por sua vez, visitou a África do Sul em 2023 para participar na cimeira do grupo de economias emergentes BRICS e regressou ao país em 2025 por ocasião da cimeira do G20 [grupo de economias desenvolvidas e emergentes].
Lula da Silva conquistou no domingo um quarto mandato presidencial na segunda volta das eleições, derrotando, contra as previsões, Flávio Bolsonaro, filho e herdeiro político do ex-Presidente Jair Bolsonaro.
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT-centro-esquerda) obteve 51,79% dos votos, face aos 48,21% alcançados pelo candidato do Partido Liberal (PL - extrema-direita).
Flávio Bolsonaro anunciou, após a divulgação dos resultados, que vai pedir ao tribunal a anulação do escrutínio e recusou-se a reconhecer a vitória de Lula.
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