Presidente de Timor-Leste viaja para Austrália para discutir democracia
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O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, viajou hoje para a Austrália para participar numa série de eventos sobre democracia e desenvolvimento sustentável.
José Ramos-Horta participa na sexta-feira numa conferência na Universidade de Sydney, organizada pelo Sydney Southeast Asia Centre (SSEAC), dedicada ao tema "Revisitar a Democracia em Tempos Turbulentos: Lições do Sudeste Asiático e o Papel do Sudeste Asiático no Mundo".
Naquela conferência, segundo um comunicado divulgado à imprensa pela Presidência, o também prémio Nobel da Paz vai abordar o percurso de Timor-Leste, o impacto da adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), os desafios colocados ao retrocesso democrático e a competição geopolítica no Sudeste Asiático.
"Esta conferência constitui uma oportunidade para refletir sobre a trajetória de Timor-Leste, da ocupação e resistência à construção de uma nação democrática, um percurso que prossegue agora como membro de pleno direito da ASEAN", afirmou José Ramos-Horta, citado no comunicado.
A conferência vai também recordar a importância da liberdade de imprensa ao assinalar o 51.º aniversário da morte dos cinco jornalistas em Balibo, em 16 de outubro de 1975.
Os cinco jornalistas que morreram em Balibo estavam naquele local situado a cerca de 10 quilómetros com a fronteira indonésia, para relatar as incursões das forças indonésias a Timor-Leste, que terminou com a ocupação em 07 de dezembro de 1975.
De Sydney, o Presidente viaja para Perth, para participar na Global Citizen Now, entre domingo e terça-feira, uma conferência que vai reunir vários dirigentes políticos, empresários, académicos e sociedade civil para a promoção de soluções práticas para o setor da energia, do desenvolvimento sustentável e ação climática.
José Ramos-Horta participa na segunda-feira na sessão sobre "Energia Segura e Independência".
"Para Timor-Leste, enquanto país particularmente vulnerável às alterações climáticas, esta discussão não é abstrata; é existencial. Espero contribuir para soluções que garantam independência energética, estabilidade regional e uma transição justa para todos", acrescentou o Presidente timorense, que regressa a Díli em 21 de outubro.
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