Portugal com 50 empresas e associações na Fruit Attraction de Madrid
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A Portugal Fresh - Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal representa cerca de 5.000 agricultores e "leva à capital espanhola a ambição de ultrapassar os 3 mil milhões de euros de exportações de frutas, legumes e plantas ornamentais anuais até 2030", disse a organização, num comunicado sobre a Fruit Attraction, que decorre até quarta-feira.
Em 2025, as exportações portuguesas de frutas, legumes e plantas ornamentais atingiram um máximo histórico de cerca de 2,6 mil milhões de euros.
Estão em Madrid, numa representação organizada pela Portugal Fresh, 50 entidades nacionais (mais de 30 empresas, além de parceiros institucionais e de serviços e associações), num espaço de 838 metros quadrados, a maior presença portuguesa de sempre na Fruit Attraction.
"Este evento é hoje um pilar da nossa estratégia de promoção internacional", disse o presidente da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade, citado no comunicado da associação.
Esta é a 18.ª edição da Fruit Attraction e estão em Madrid 2.500 empresas de 78 países, num espaço de 162 mil metros quadrados, segundo a organização, que prevê que passem pela feira nestes dias 121.000 profissionais do setor de 150 países.
A Portugal Fresh sublinha que a batata é o produto em destaque este ano na feira de Madrid e que foram convidados compradores dos Emirados Árabes Unidos e da China.
"Uma oportunidade que a Portugal Fresh e as empresas portuguesas pretendem maximizar. De forma mais global, o objetivo da associação passa por valorizar a produção nacional através de canais e soluções com valor acrescentado, consolidar a relação com os mercados habituais e, ao mesmo tempo, acelerar a diversificação de clientes externos, com destaque para o Brasil e o potencial aberto pelo Acordo UE-Mercosul, sem esquecer o acordo UE-Índia", diz a associação.
A Portugal Fresh reitera "a meta ambiciosa" de "atingir os 3 mil milhões de euros de exportações anuais até 2030" e a necessidade de, para ser alcançada, "garantir mais e melhor acesso à água, com uma gestão eficaz dos recursos hídricos", assim como "de uma resposta pública mais eficaz e rápida a fenómenos climáticos extremos, que são cada vez mais frequentes".
"E, por fim, precisamos de condições de competitividade equivalentes às dos nossos principais concorrentes europeus, em particular, Espanha", acrescentou Gonçalo Santos Andrade, citado no mesmo comunicado.
Espanha representa 35% do valor das exportações nacionais de frutas, legumes e plantas ornamentais e "é o maior mercado de destino para o setor", com Gonçalo Santos Andrade a alertar para o desequilíbrio nas trocas comerciais entre os dois países.
"Está a agravar-se, atingindo já um saldo negativo [para Portugal] de mais de 400 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, explicado sobretudo pela gigante desproporção de apoios canalizados para o setor pelos respetivos governos. Em Espanha o apoio ultrapassa os 1.100 milhões de euros. Em Portugal os agricultores receberam cerca de 26 milhões de euros", sublinha.
Para a Portugal Fresh, por outro lado, "o novo pacote de 40 milhões de euros, anunciado pelo Governo para compensar a subida dos preços dos fertilizantes e da energia, chega tarde e fica aquém do necessário".
Os produtores portugueses denunciaram na semana passada a perda de competitividade face a Espanha perante a diferença nos apoios públicos e juntaram-se à posição da Confederação dos Agricultores de Portugal, que exige ao Governo 140 milhões de euros em apoios diretos.
"A Portugal Fresh - Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal, o COTHN - Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional e a FNOP - Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas denunciam publicamente a perda de competitividade dos produtores portugueses face aos espanhóis: o mercado é o mesmo, os custos também, mas o apoio público é incomparável", lê-se num comunicado conjunto divulgado em 02 de outubro.
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