Plataforma de gestão da vacinação com "falhas sucessivas", diz associação
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A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) alertou hoje para as "falhas sucessivas" da plataforma de gestão da vacinação e exigiu aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) uma solução urgente para resolver os constrangimentos.
"Entre os riscos identificados encontram-se a convocatória de utentes já vacinados, a possibilidade de administração duplicada de vacinas, a dificuldade em confirmar a elegibilidade para vacinação gratuita, a impossibilidade de consultar determinados registos vacinais e a acumulação ou perda de informação relativa às vacinas administradas", alertou a estrutura sindical em comunicado.
A agência Lusa pediu aos SPMS, entidade que gere os serviços de suporte e as tecnologias de informação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), uma reação à denúncia da ASPE, mas não obteve resposta.
De acordo com a associação sindical, em causa está o sistema VACINAS 2.0, que foi lançado no início de abril pela SPMS para substituir a antiga plataforma, com o objetivo de reforçar a gestão do processo vacinal na campanha sazonal contra a gripe e a covid-19 que está a decorrer até 31 de março do próximo ano.
Segundo referiu, as "dificuldades de acesso à plataforma, as interrupções frequentes e os erros no registo das vacinas" administradas obrigam os enfermeiros a repetir procedimentos, realizar sucessivas tentativas de acesso e acumular registos para introdução posterior no sistema.
"Para além da sobrecarga administrativa e do desgaste físico e psicológico dos profissionais, estas falhas podem comprometer a qualidade e a rastreabilidade da informação clínica, potenciando atrasos, omissões, incorreções e até situações de duplicação da vacinação", avisou a ASPE.
Depois de alertar que os enfermeiros estão, na prática, a ser "confrontados com o dilema de vacinar sem sistema informático", a estrutura sindical adiantou que já enviou aos SPMS uma denúncia formal, na qual exige uma "intervenção urgente e soluções definitivas para os problemas identificados".
Quando a versão 2.0 foi lançada em abril, os SPMS asseguraram que seria uma "plataforma inovadora que permite uma maior rastreabilidade, segurança, fiabilidade e rapidez no acesso às informações vacinais, quer para cidadãos, quer para profissionais de saúde".
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