Pilotos acreditam que TAP fica bem entregue após escolha da Lufthansa
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O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) diz que ambos os concorrentes à privatização da TAP, Lufthansa, que foi escolhida, e Air France-KLM são empresas "de referência" e defende que transportadora fica bem entregue.
Em declarações à Lusa, o vice-presidente do sindicato, Frederico Saraiva de Almeida, destacou que qualquer um dos concorrentes seria uma boa escolha.
"Achamos que as duas empresas são sólidas, empresas que operam com segurança, que têm procedimentos operacionais robustos", e que são "de referência também no mundo da aviação, assim como a TAP".
"Portanto, acho que estamos bem entregues", adiantou.
"Continuamos focados no futuro e na esperança de que esta empresa tem, de facto, asas para voar em céus limpos e sem vento", disse ainda o dirigente sindical.
Questionado sobre se o Governo deve avançar com a venda da companhia, referiu que a direção do SPAC acredita que estas "são empresas que devem ter como foco principal a gestão comercial do seu negócio e, portanto, as decisões têm de ser de cariz comercial".
De acordo com o vice-presidente do SPAC, "o que tem acontecido num histórico já longínquo de decisão é que a decisão tem, muitas vezes, um pendor político que nem sempre casa com o interesse comercial".
Apontando a questão das rotas estratégicas, referiu que "são aquelas que são rentáveis" e que todas as outras "são rotas políticas", que têm de "existir, nomeadamente, as que estão relacionadas com as diásporas, com a continuidade territorial, tudo isso são questões de Estado".
"A Lufthansa não tem capital estatal, ela tem apenas capital privado e não me parece que seja conhecida por ser mal gerida ou por proporcionar más condições de trabalho a quem nela trabalha, portanto, nós não temos nada contra isso, antes pelo contrário, não temos qualquer receio", disse.
O Governo selecionou hoje a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.
A decisão, anunciada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, foi tomada em Conselho de Ministros, após a análise das propostas vinculativas finais melhoradas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa, os dois grupos que chegaram à fase decisiva da privatização da companhia aérea portuguesa.
"Com esta decisão, o Governo concluiu com sucesso a primeira fase da privatização da companhia aérea", referiu Montenegro.
O primeiro-ministro destacou ainda que ambas "as propostas eram robustas e muito equivalentes", sublinhando que asseguravam o reforço do 'hub', a manutenção das rotas dos países lusófonos, bem como "o respeito pelos trabalhadores e sustentabilidade financeira [da TAP] a médio e longo prazo".
Na escolha pesou, sobretudo, a proposta financeira da Lufthansa, superior em 163 milhões de euros, ou 16%, à da Air France-KLM, tendo sido também avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.
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