Paquistão declara estado de emergência e detém líderes da oposição
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As autoridades do Paquistão declararam hoje estado de emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa, noroeste do país, para conter uma vaga de protestos, e detiveram os líderes do governo provincial, ambos da oposição.
O Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, assinou hoje um decreto que permite a declaração de estado de emergência na província de Khyber Pashtunkhwa (KP), na fronteira com o Afeganistão, após aprovar uma recomendação do executivo federal face ao agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade terrorista na região.
Zardari confirmou a medida numa declaração divulgada nas redes sociais, na qual afirmou que a decisão responde à situação de ordem pública na província do norte e se baseia nos artigos 232 e 234 da Constituição paquistanesa.
A aprovação presidencial culmina um processo iniciado durante uma reunião extraordinária do gabinete federal, liderada pelo primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, na qual os ministros analisaram a deterioração da segurança e a evolução da luta contra o terrorismo na região.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, o Governo examinou "em detalhe" os crescentes problemas de ordem pública na província, expressando preocupação com o que descreveu como uma aparente falta deliberada de envolvimento das autoridades regionais em operações antiterroristas.
Entretanto, a delegação provincial do partido da oposição Movimento Paquistanês pela Justiça (PTI, na sigla original), do ex-primeiro-ministro Imran Khan, anunciou hoje na rede X que o presidente provincial, Junaid Akbar, e o primeiro-ministro da província, Muhammad Sohail Afridi, foram detidos.
O PTI tem liderado protestos na província a exigir a libertação de Imran Khan, com os militantes a percorrer o país em direção a Islamabad.
Após a medida nacional, o presidente do partido para a região, Shahid Khattak, apelou aos militantes para mudarem o percurso e irem imediatamente para Peshawar: "Não esperem por nenhum líder, dirijam-se para Peshawar (...) A grande marcha e o protesto vão acontecer".
Na província de KP, marcada pelo conflito e pela violência de grupos insurgentes, a medida federal de controlo foi aplicada três vezes ao longo da história, em 1975 e 1994.
O governador Faisal Kareem Kundi assumiu o cargo de chefe do executivo da província de KP.
De acordo com a Constituição paquistanesa, o estado de emergência e o mandato do governador podem ser impostos se a segurança do país ou de parte do seu território estiver ameaçada por guerra, agressão externa ou agitação interna que o governo provincial não possa controlar.
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