Países bálticos lançam plano de ação para defesa cibernética
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A Estónia, a Letónia e a Lituânia anunciaram hoje que vão lançar um "Roteiro para a cooperação cibernética báltica" para o período de 2026 a 2030, num contexto marcado pelo aumento dos ciberataques contra estes três países.
"Hoje em dia, as ameaças não provêm apenas de tanques, mísseis e soldados, mas também de computadores e redes digitais", alertou, numa conferência de imprensa realizada em Talin, o presidente da Assembleia Interparlamentar Báltica, o estónio Timo Suslov.
Todos os países bálticos registaram aumentos consideráveis de ciberataques contra os sistemas de informação estatais e municipais, bem como contra empresas privadas, embora, em muitos casos, tenha sido difícil demonstrar uma relação direta com a Rússia ou a Bielorrússia.
Segundo Suslov, o roteiro responde ao desejo de superar as barreiras à cooperação que persistem entre as três nações do mar Báltico, membros da NATO.
"Em matéria de cibersegurança, as diferentes estruturas nacionais e as normas rigorosas sobre a partilha de informação sensível continuam a trabalhar rumo a um Comando Cibernético Báltico conjunto", afirmou Suslov, referindo-se às diferentes normas existentes nos três países bálticos para contabilizar e registar os incidentes cibernéticos.
Os incidentes cibernéticos são registados e geridos pela Equipa de Resposta a Emergências Informáticas (CERT.LV) na Letónia, pelo Centro Nacional de Cibersegurança da Lituânia (NKSC) e pela Autoridade de Sistemas de Informação (RIA) na Estónia.
O anúncio de um plano de cooperação cibernética para apoiar medidas militares, como a Linha de Defesa do Báltico — com as suas fortificações e equipamentos destinados a impedir o eventual avanço de forças terrestres —, ocorreu num contexto de recente e significativa interrupção global da Internet provocada pela descoberta de vulnerabilidades na linguagem de programação PHP, no qual se baseiam cerca de 70% de todos os sites.
Não se considera que a vulnerabilidade do PHP tenha sido criada com intenção maliciosa, mas foi aproveitada por piratas informáticos para atacar sites desenvolvidos em PHP que ainda não tenham corrigido os pontos fracos dos seus recursos cibernéticos.
Além de ciberataques, estas antigas repúblicas soviéticas têm registado várias violações do seu espaço aéreo por parte de drones e aviões militares russos desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
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