Pai de israelita morto em outubro de 2023 interrompe Netanyahu: "Sangue"
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O pai de um israelita morto em outubro de 2023 interrompeu, esta segunda-feira, o discurso do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a propósito do terceiro aniversário do massacre.
"É uma vergonha que não tenha protegido aqueles que foram assassinados no 7 de Outubro", afirmou Yaakov Godo, pai de Tom Godo, citado pelo The Jerusalem Post.
E acrescentou: "O sangue do meu filho e de mais 1.200 pessoas assassinadas num único dia está nas suas mãos e na sua cabeça".
Veja o momento no vídeo acima.
De acordo com a KAN News, membros dos Hamas invadiram a casa de Tom Godo, em Kissufim, perto da fronteira com Gaza, no dia 7 de Outubro, e barricaram-se no interior da habitação enquanto a família Godo estava escondida num abrigo.
No dia seguinte, quando militares das forças de defesa israelitas assumiram o controlo da casa, dispararam contra a porta do abrigo após confundirem a família com elementos do Hamas, tendo atingido fatalmente Tom.
A agência de notícias dá ainda conta que a filha de Tom, Limor Godo, foi informada pelos militares israelitas que o pai tinha sido morto pelo Hamas.
Cerca de dois anos depois do sucedido, as forças de defesa de Israel contaram à família que tinham sido responsáveis pela morte de Tom Godo.
Recorde-se que o ataque de 7 de outubro de 2023, levado a cabo pelo Hamas, fez mais de 200 reféns e 1.200 mortos.
O grupo palestiniano governa, de forma autocrática, a Faixa de Gaza desde 2006, quando foi eleito por uma população que vive há longas décadas um conflito com Israel. Aliás, desde a formação do Estado israelita, em 1948 (como resultado da II Guerra Mundial e da perseguição a judeus), têm existido diversos confrontos armados, levando à morte de milhares.
A guerra declarada por Israel a 7 de outubro de 2023 em Gaza para "erradicar" o Hamas - horas após um ataque a território israelita com cerca de 1.200 mortos e 251 reféns - fez, até agora, pelo menos 67.173 mortos (incluindo mais de 20.000 crianças) e 169.780 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.
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