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Movimento Algarve em Resistência condena ação policial em Lisboa e Porto

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                    Movimento Algarve em Resistência condena ação policial em Lisboa e Porto
Movimento Algarve em Resistência condena ação policial em Lisboa e Porto (Foto: Reprodução)

O movimento Algarve em Resistência, que tem promovido as manifestações pelo direito à habitação em Faro, condenou hoje a "repressão policial" contra as acampadas de Lisboa e Porto esta madrugada, e exigiu a demissão do primeiro-ministro.

 

"O coletivo Algarve em Resistência manifesta a sua total solidariedade com todas as pessoas agredidas e detidas, com as Acampadas de Lisboa e do Porto e com todo o movimento pela habitação", referiu o coletivo algarvio, em comunicado.

Depois de dezenas de milhar de pessoas terem "descido à rua, de forma pacífica, para exigir aquilo que a Constituição garante a todas e todos: uma casa digna", lê-se na nota, o movimento algarvio sublinhou que "a resposta do Estado foi o bastão".

"Recusamos que se trate como questão de 'ordem pública' aquilo que é uma emergência social. Não foram as tendas que ocuparam o espaço público. Foi a especulação imobiliária que ocupou as nossas cidades e expulsou quem nelas vive e trabalha. No Algarve conhecemos bem esta realidade. Quando faltam casas, não podem sobrar bastonadas", frisou o coletivo.

O movimento Algarve em Resistência exigiu "a demissão de Luís Montenegro e respetiva responsabilização pelos atos de repressão policial", o arquivamento dos processos contra todas as pessoas detidas e o "apuramento público e independente" das responsabilidades pelas agressões.

"O respeito pleno do direito de manifestação, a qualquer hora", e medidas "imediatas e estruturais que garantam habitação acessível para todas e todos", são outras das exigências citadas no comunicado.

"Estaremos ao lado das pessoas detidas quando forem presentes a tribunal, e continuaremos nas ruas. Casa para quem habita. A luta continua", rematou o movimento responsável pelas manifestações pelo direito à habitação no Algarve.

A polícia dispersou hoje, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação

De acordo com a PSP, há sete feridos e 31 detidos por desobediência, no entanto, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa, refere que a assistência de dezenas de feridos.

"Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela policia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada", lê-se no 'post' do Instagram.

"A polícia não tinha outro caminho se não fazer o que fez", diz Ventura

O líder do Chega, André Ventura, defendeu a ação policial contra manifestantes em Lisboa e no Porto, tendo considerado que a polícia não tinha outra opção se não "repor a ordem". Criticou ainda o primeiro-ministro pelo silêncio dos últimos dias, responsabilizando-o por "um país que anda completamente à deriva".

Daniela Filipe | 12:54 - 25/10/2026