Morreu a avó de Daniel Oliveira. "Divertida apesar da vida de chumbo"
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Daniel Oliveira está de luto pela morte da avó Zulmira, como o próprio comunicou através de uma publicação que fez na sua página de Intagram, esta sexta-feira, dia 30 de outubro.
"Zulmira, Estranha forma de Avó. A Avó Zulmira também fez camisolas de lã e refeições de sonho. Também soube aquecer noites frias ou «adivinhar» o presente mais esperado. Fez quase tudo aquilo que pensamos que as avós fazem. Não é dessa avó que agora falo, mas sim de uma avó como companhia indispensável para jogar tardes e noites de snooker, dominó, sueca, damas, matrecos e à moeda; uma avó para ver, ouvir e discutir a bola", começou por escrever junto várias imagens de ambos.
"Uma avó forte e corajosa que não admitia palavrões, mas perdoava uma batota, desde que fosse do meu avô; uma avó que adorava novelas e delas falava como se fosse vida real; uma avó que tinha como bordão definitivo do seu comentário político «no meu ver é assim» e que opinava sobre atualidade ou programação televisiva, contentando-se quando era a SIC que tinha mais «freguesia»; uma avó beijoqueira e de abraços fortes, que repetia as mesmas histórias contadas sempre com as mesmas palavras, mas com o fervor original; uma avó divertida e galhofeira apesar da vida de chumbo e que era irresistível quando provocada pelos netos a dizer nomes em línguas estrangeiras; uma avó orgulhosa e zelosa dos seus, mas também capaz de um orgulhoso amuo com beicinho", enumerou depois, tendo recordado ainda que a avó era natural de Ovar e mudou-se para a capital lisboeta aos 12 anos.
"Uma avó permissiva e cúmplice, que tinha uma obsessão por nos fazer cócegas nos joelhos; uma avó cuja vida resultou num livro, que deu oportunidade à menina que veio de Ovar para Lisboa aos 12 anos, como moça de servir, de privar com figuras de renome; uma avó com mau perder contra a passagem do tempo, mas que me disse ainda há duas semanas quando pressentia o fim: «Quem andou não tem para andar, filho, o que estiver para mim não está para mais ninguém». É esta avó Zulmira que vou querer recordar quando pensar na sorte que tenho por tê-la tido até aos seus 94 anos", pode ler-se na publicação.
Antes de terminar, Daniel Oliveira deixou o seu "agradecimento às diferentes equipas do Trofa Saúde e ao corpo clínico da unidade de cuidados paliativos da CUF Tejo pelo profissionalismo, cuidado e humanidade e por lhe terem conferido conforto e dignidade, honrando, dessa forma, toda a sua vida".
Por fim, destacou igualmente que a avó nasceu a 6 de março de 1932 e morreu na quinta-feira, dia 29 de outubro, aos 94 anos.
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