Metropolitano de Lisboa diz estar disponível para diálogo com sindicatos
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O Metropolitano de Lisboa congratulou-se hoje com a desconvocação das greves parciais de quarta e sexta-feira, salientando que continua disponível para manter "um diálogo construtivo e de boa-fé" com os sindicatos.
"O conselho de administração congratula-se com esta decisão e reafirma a sua disponibilidade para manter um diálogo construtivo e de boa-fé com as organizações sindicais, em prol da segurança, da qualidade e da sustentabilidade do serviço público", lê-se numa nota da empresa.
Ao final da tarde de hoje, as organizações sindicais decidiram desconvocar as greves parciais de quarta e sexta-feira entre as 05:00 e as 10:00 no Metropolitano de Lisboa, alegando que os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral colocam em causa a segurança de utentes e trabalhadores.
Assim, indica o Metropolitano, "a exploração da rede do metro de Lisboa terá início às 06:30, nos moldes habituais, estando assegurada a circulação de comboios e o funcionamento de todas as estações em condições de normalidade".
Na nota, a empresa reafirma ainda o "compromisso diário com a mobilidade e a prestação do serviço público de transporte na cidade de Lisboa" e "agradece a compreensão dos seus passageiros".
Em declarações à Lusa ao final da tarde, dirigente sindical Sara Gligó referiu que o Tribunal Arbitral decidiu pela fixação de serviços mínimos, pela circulação de composições, e nos moldes em que, efetivamente, "a empresa solicitou".
"Entendemos que esta decisão contraria a jurisprudência existente, coloca em causa a segurança dos utentes e dos próprios trabalhadores a operar nas condições que foram decretadas, inclusive, este acórdão permite a substituição de trabalhadores em greve por trabalhadores que não estão habilitados para estas funções", apontou a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e do STRUP - Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal.
Nesse sentido, Sara Gligó adiantou que as organizações sindicais vão "agora reunir os trabalhadores em plenário" para determinar as próximas ações.
"Desconvocámos obviamente esta greve, mas não desconvocámos a luta e, portanto, iremos com os trabalhadores encontrar novas formas de luta", salientou.
O Tribunal Arbitral tinha definido serviços mínimos para as greves parciais de quarta e sexta-feira, entre as 05:00 e as 10:00, com abertura de 26 estações "a partir das 07:00", nas linhas Azul, Amarela, Verde e Vermelha, enquanto as restantes permaneceriam "encerradas ao público até às 10:00".
A greve, de acordo com Sara Gligó, dirigente da Fectrans e do STRUP, resultava de problemas persistentes no Posto de Comando Central e nos Postos de Tração, nomeadamente a falta de trabalhadores, recurso excessivo a trabalho suplementar, existência de turnos prolongados, atrasos na formação de encarregados e inspetores e esvaziamento das funções das chefias.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião). Em condições normais de exploração, o metro funciona entre as 06:30 e a 01:00.
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