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Meta aperfeiçoa filtros de IA após polémica com Lula e Flávio no Brasil

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                    Meta aperfeiçoa filtros de IA após polémica com Lula e Flávio no Brasil
Meta aperfeiçoa filtros de IA após polémica com Lula e Flávio no Brasil (Foto: Reprodução)

A Meta informou hoje ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral brasileiro (TSE), Kassio Nunes Marques, que aperfeiçoou os filtros da sua ferramenta de inteligência artificial após problemas envolvendo conteúdos relacionados às campanhas de Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

 

A informação foi transmitida durante uma reunião entre Nunes Marques, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, e representantes no Brasil da empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp.

Em comunicado, o TSE cita que a Meta informou que começou a trabalhar no aperfeiçoamento dos filtros da Meta AI na noite de terça-feira, após as duas campanhas terem sido afetadas «pela geração de conteúdos de inteligência artificial considerados inadequados».

A reunião ocorreu um dia após a campanha do Presidente brasileiro, Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), acionar o TSE contra a Meta, acusando a plataforma de tratamento desigual entre os candidatos e de restringir o alcance de publicações ligadas ao atual líder de esquerda.

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Na ação apresentada ao TSE, a campanha de Lula afirmou que publicações da sua candidatura e de apoiantes teriam tido o alcance restringido, enquanto conteúdos associados à candidatura de Flávio Bolsonaro teriam recebido distribuição desproporcional.

No fim de semana, a própria Meta reconheceu erros técnicos ao não impulsionar conteúdo da campanha do Lula e interrupções na contagem de visualizações, mas negou viés no algoritmo.

Ainda na ação, a campanha de Lula cita a polémica com a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp, após testes realizados por utilizadores identificarem diferenças na geração de imagens a partir dos nomes e números dos dois candidatos.

A campanha de Lula também reportou este problema com a Meta a observadores internacionais, entre eles a Organização dos Estados Americanos (OEA), ao falar de favorecimento a Flávio Bolsonaro e alegar suposta interferência estrangeira nas eleições.

Campanha de Lula aciona Justiça contra Meta por uso enviesado de IA (Foto: Reprodução)
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Lusa | 21:36 - 14/10/2026

Ainda em nota, o TSE destacou que questão central é garantir uma «paridade de armas» entre as candidaturas presidenciais, para assegurar que os eleitores possam escolher livremente o seu candidato.

Além da inteligência artificial, Nunes Marques e André Mendonça discutiram com a Meta a preservação de dados relacionados com mensagens publicadas em canais do WhatsApp para fins eleitorais, tema que também é alvo de uma ação no tribunal.

A Meta informou que as mensagens dos canais não são criptografadas e comprometeu-se a preservar os metadados de publicações de campanha que sejam objeto de processos na Justiça Eleitoral, fornecendo-os quando houver ordem judicial.

Segundo comunicado do TSE, a empresa comprometeu-se ainda a fazer esforços para impedir eventuais impulsionamentos de propaganda eleitoral realizados com moeda estrangeira e por apoiantes das candidaturas.

Um relatório do NetLab, laboratório de pesquisa sobre estudos de internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado hoje revela que mais de 1.600 anúncios pagos do exterior expõem falhas da Meta.

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Miguel Patinha Dias | 19:46 - 13/10/2026

O NetLab conclui que a combinação de atuação de terceiros com financiamento estrangeiro «levanta indícios de violação das regras eleitorais e de interferência estrangeira», embora o próprio estudo ressalve que os anúncios identificados representam apenas uma parte do problema.

A Meta recebeu até 2 milhões de reais, o equivalente a 353 mil euros no câmbio atual, pagos em moeda estrangeira, sendo que 99,5% foi em dólares norte-americanos.

Além disso, aponta o NetLab, 98% das fontes pagadoras de anúncios estrangeiros na plataforma estão nos Estados Unidos.

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