Menezes alinha-se com PS em reivindicações sobre TGV em Gaia
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O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), assinalou hoje na reunião do executivo o alinhamento com a oposição PS na reivindicação de compensações relativas à construção da estação de alta velocidade em Santo Ovídio.
"Desta vez, quer nós, quer o maior partido da oposição, estamos numa situação de procurar minorar os estragos, ou seja, de que o Estado procure compensar Gaia com um conjunto de decisões que minorize o prejuízo que vamos necessariamente ter", disse hoje o autarca na reunião pública do executivo.
Em causa está a construção da estação de alta velocidade de Gaia em Santo Ovídio, e entre várias questões, Menezes salientou "o interface rodoviário de proximidade, ainda para mais ao lado de uma grande estação de metro", uma questão que "não está salvaguardada" no caderno de encargos da obra.
Essa é uma reivindicação do executivo e também do PS/Gaia que, segundo Menezes, será levada a uma reunião com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, que virá a Gaia "na próxima semana".
"Iremos publicamente confrontá-lo com algumas destas questões, outras foram suscitadas pelo Partido Socialista, outras foram suscitadas por nós, vamos confrontá-lo e procurar que dê explicações aos gaienses", garantiu Menezes.
O executivo exige "apoio financeiro para a manutenção/reestruturação das vias circundantes durante cinco anos", o "projeto e construção na proximidade de um terminal rodoviário para veículos ligeiros e autocarros", o "financiamento para construção da VL1 - Canidelo - Rotunda Edgar Cardoso; VL3 - Litoral da Madalena / Valadares - Santo Ovídio; e VL10 - Ponte do Freixo - Nó da A1 / Vila D' Este" e o "apoio ao estudo e financiamento da instalação de metrobus ou teleférico urbano entre Avintes e a Estação de Metro D. João II".
Na semana passada, o PS/Gaia, vincando que "Gaia tem de ter uma estação de alta velocidade, sob pena de tornar a ser um subúrbio do Porto", exigiu o "financiamento do Governo dos acessos ao tabuleiro rodoviário" da nova ponte rodoferroviária sobre o rio Douro, bem como a assinatura entre o município, o Governo, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a concessionária responsável pela construção da linha (AVAN) um "contrato de minimização de impactos" e um "plano de acessos de emergência ao Hospital de Gaia, acordado com a ULS Gaia/Espinho e com o INEM".
Os socialistas pretendem também a "garantia do terminal intermodal" na zona da estação e "ligação direta entre a estação D. João II do Metro e a estação de alta velocidade", bem como a construção de um "túnel rodoviário entre a EN 222 e a Avenida da República, aproveitando a escavação da estação" e o "reforço do financiamento da oferta de transporte público durante os anos de obra".
Hoje, a associação Frente Cívica avisou que "já se brincou demasiado" com a obra da linha alta velocidade em Vila Nova de Gaia, intando o Governo a fazer cumprir o contrato de concessão, que prevê estação em Santo Ovídio.
"A Frente Cívica estará vigilante e eu espero que todos os portugueses estejam vigilantes, porque já se brincou demasiado com esta obra e já se perdeu tempo demasiado, exatamente por causa das hesitações do Governo e proximidades pouco saudáveis com os interesses do concessionário", disse à Lusa João Paulo Batalha, vice-presidente da associação de defesa de causas de interesse público, sobre a primeira parceria público-privada (PPP) da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que prevê estação de Gaia em Santo Ovídio, mas que o consórcio já tentou alterar e contra a qual Menezes já se pronunciou.
Para o vice-presidente da Frente Cívica, "percebendo que é perfeitamente legítima a preocupação com os impactos da construção no centro de Gaia", a Câmara deve dirigi-la "ao consórcio que está a fazer a obra", e não "pressionar o Governo para fazer o favor que a Mota-Engil queria que tivesse feito, que é alterar a natureza do contrato e da obra depois de ter sido adjudicado".
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