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Médio Oriente: França inicia destacamento militar de apoio à Arábia Saudita

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                    Médio Oriente: França inicia destacamento militar de apoio à Arábia Saudita
Médio Oriente: França inicia destacamento militar de apoio à Arábia Saudita (Foto: Reprodução)

O Governo francês confirmou hoje o início da implementação da assistência militar à Arábia Saudita para a defesa contra ataques dos rebeldes Huthis do Iémen.

 

"A execução da operação já começou", confirmou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo francês, Pascal Confavreux.

"O ritmo das deslocações e a natureza destes elementos ficarão, obviamente, sob a responsabilidade das Forças Armadas", acrescentou Confavreux em conferência de imprensa.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, anunciou no final de setembro o envio iminente de efetivos e meios militares para a Arábia Saudita, para reforçar o complexo petrolífero de Yanbu, infraestrutura estratégica para a exportação de petróleo bruto do país, cuja atividade ganhou especial relevância no contexto da guerra.

Yanbu é o principal terminal de exportação de crude do reino no Mar Vermelho e está ligado às zonas produtoras próximas do Golfo através do oleoduto Este-Oeste, conhecido como Petroline.

A dimensão dos ataques recentes contra a aviação civil e as infraestruturas petrolíferas sauditas não tem precedentes desde o início da guerra no Iémen, em 2014, que opõe os Huthis (apoiados pelo Irão) às forças governamentais, apoiadas militarmente por uma coligação liderada pela Arábia Saudita.

O Aeroporto Internacional de Riade, a capital, foi alvo de ataques 20 vezes desde o início de outubro e hoje permanecia encerrado.; no último fim de semana, as investidas no local fizeram 13 mortos e mais de 300 feridos.

Depois de ter relatado durante a noite a interceção de um drone no leste do reino — 'coração' da produção de petróleo saudita —, a coligação informou ter intercetado um míssil na região de Medina.

Os Huthis, que reiteraram que poupariam as cidades sagradas do Islão, negaram a autoria deste disparo.

Também hoje, realizaram um ataque letal contra a sede do governo reconhecido internacionalmente, em Áden, atingindo um quartel-general da coligação liderada por Riade.

O ataque fez cinco mortos e 16 feridos, entre a equipa de segurança e funcionários civis, segundo o ministro da Saúde, Qassem Buhaibeh.

Após vários anos de uma trégua relativa, o retomar do conflito iemenita em larga escala, em julho, abriu uma nova frente de tensões no Médio Oriente e pôs à prova a Arábia Saudita.

A Arábia Saudita acusou hoje o Irão de incentivar a recente escalada militar dos Huthis no Iémen e revelou que os rebeldes recusaram uma proposta de negociações em Omã.

"Consideramos que a escalada iniciada pelos Huthis nesta fase mais recente do conflito é incentivada pelo Irão", afirmou o vice-ministro saudita responsável pela diplomacia, Rayed Krimly.

O responsável acusou Teerão de continuar a "armar, treinar e apoiar" os rebeldes Huthis, em violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança da ONU condenou hoje a "intensificação" dos ataques dos rebeldes iemenitas Huthis contra a Arábia Saudita — incluindo "ataques irresponsáveis" contra o Aeroporto Internacional de Riade — e reafirmou o "direito inerente" de defesa saudita.

Numa declaração conjunta divulgada pela presidência grega do Conselho de Segurança, os 15 membros "condenaram, com a maior firmeza, a continuidade e a intensificação dos ataques dos Huthis contra o Reino da Arábia Saudita", bem como "a persistência dos ataques e ameaças dos Huthis contra a navegação comercial no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb".

Reafirmaram ainda, tal como em Setembro, "o direito inerente do Reino da Arábia Saudita à legítima defesa, em conformidade com o direito internacional".

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