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Manifestantes voltaram ao Rossio (e até Ana Moura cantou). As imagens

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                    Manifestantes voltaram ao Rossio (e até Ana Moura cantou). As imagens
Manifestantes voltaram ao Rossio (e até Ana Moura cantou). As imagens (Foto: Reprodução)

De Faro a Braga, os protestos pela habitação voltaram esta terça-feira às ruas pelo direito à habitação. 

 

Mas, se hoje outras cidades de Norte a Sul se juntaram a Lisboa e ao Porto nos protestos, na Praça do Rossio, os manifestantes da acampada decidiram, em assembleia popular, pelas 20h38, voltar a ocupar aquele espaço com tendas a partir de quarta-feira. Já os manifestantes do Porto falam em "dias de folga" e prometem voltar no "sábado".

Se no Porto, atuaram os Clã e Capicua, em Lisboa, depois das votações, vários cantores que se deslocaram ao Rossio em solidariedade tomaram o microfone para cantar, como foi o caso de Nenny, Ana Moura ou Tim, dos Xutos e Pontapés.

Na assembleia popular realizada às 19h00, além dessa proposta dos organizadores para se voltar a montar as tendas, as intervenções mais aplaudidas foram as que defenderam limites aos tetos das rendas e a realização de uma greve ibérica.

Numa Praça do Rossio cheia, milhares de manifestantes gritavam palavras de ordem e abanavam molhos de chaves ao mesmo tempo, enquanto muitos exibiam também cartazes. Veja essas imagens na galeria acima.

"Luís, não sejas egoísta, partilha as tuas casas que a crise está à vista", "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais" e "Abaixo o capital que vai cair, vai cair e viva o povo unido a resistir, a resistir" foram algumas das entoadas.

Nos cartazes podiam ler-se frases como "não somos nómadas digitais, somos lisboetas reais", "Luís, ladrão, eu quero habitação" e "Polícia de insegurança privada".

"Lisboa não está à venda", "Não confie em ninguém com mais de 30 casas", "Menos bastão, mais habitação" e "Casas para viver, não enriquecer", são outros exemplos.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

Novas assembleias populares estão marcadas para hoje nas duas cidades e em outras, como Coimbra ou Faro.

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Tomásia Sousa, Lusa | 23:59 - 20/10/2026