Macron pede ao governo que retire "lições". Tentaram "derrubar República"
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O presidente francês fez, este domingo, uma declaração ao país na qual pediu ao governo que retire "todas as lições" em "matéria de informações e antecipação" em relação aos atos de violência ocorridos no país - de modo a que estes "não possam voltar a repetir-se". Emmanuel Macron prometeu ainda responsabilizar quem "tentou derrubar a República".
"Espero respostas claras e será feita toda a transparência", declarou Emmanuel Macron, acrescentando que encarregou o ministro do Interior de esclarecer o ocorrido.
O chefe de Estado apontou também que as investigações serão levadas a cabo "com toda a diligência necessária, o mais rapidamente possível", cita o Le Monde.
Na mesma declaração, Macron prometeu responsabilizar quem "tentou derrubar a República". "Aqueles que saquearam terão de indemnizar pelos danos, e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados", disse.
Macron apontou a "violência desenfreada" por parte de "elementos de grupos radicais de extrema-esquerda, aos quais se juntaram inúmeros criminosos", expressando a "raiva" e a "vergonha" da população francesa perante os atos de violência ocorridos à margem das manifestações de sábado.
"Todos nós sentimos esta noite raiva e vergonha", declarou o Presidente de França, apelando a que não se "confundam" os manifestantes com "reivindicações legítimas" com "aqueles que destruíram, partiram e saquearam".
"Ver as ruas das nossas cidades assim devastadas é insuportável", lamentou no discurso dirigido aos franceses, garantindo ainda "apoio" aos comerciantes afetados pelas pilhagens.
Já o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, presidirá, amanhã, a uma célula de crise para mobilizar as ajudas "o mais rápido possível" e prestar apoio às pessoas afetadas pelos atos de violência.
"Expresso o apoio da Nação às nossas forças da ordem e às nossas forças de segurança interna. Elas resistiram e fizeram o melhor que puderam", asseverou ainda Macron.
O presidente francês apelou também aos partidos e às organizações que "condenem sem ambiguidades todos os atos de violência e apelem à calma". "O país precisa de ordem, de serenidade e não de uma escalada", considerou.
Anteriormente, perante os atos de violência registados nos protestos de sábado - nos quais 550.000 pessoas saíram à rua, segundo o Ministério do Interior (mais de 800.000, segundo os organizadores) -, Macron publicou uma declaração para condenar a violência e garantir que os autores serão "perseguidos e punidos".
As autoridades francesas condenaram a desordem e a violência ocorridas durante os protestos de sábado nas principais cidades do país, que terá afetado 1.500 comerciantes e causado centenas de milhões de euros em prejuízos.
[Notícia atualizada às 19h52]