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Lisboa é a cidade da UE onde se gasta mais do salário para pagar a casa

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                    Lisboa é a cidade da UE onde se gasta mais do salário para pagar a casa
Lisboa é a cidade da UE onde se gasta mais do salário para pagar a casa (Foto: Reprodução)

A capital portuguesa é considerada a cidade da União Europeia (UE) onde os cidadãos destinam uma maior percentagem do próprio salário para pagar a casa: 116%. Os dados são de um relatório divulgado pelo Conselho Europeu, no final do ano passado, mas que agora tem sido recuperado por causa das manifestações pela habitação. 

 

Lisboa lidera na UE: Quanto se gasta do salário na casa?

Lisboa, Barcelona e Madrid são as cidades da União Europeia (UE) onde os habitantes destinam uma maior percentagem do salário para pagar a habitação. De acordo com o relatório, que recolheu informações a partir do Deutsche Bank, os cidadãos em Lisboa destinam 116% do salário para habitação.

A situação apontada pelo Deutsche Bank tem em conta valores para apartamentos no centro das principais cidades europeias e salários médios. Em Barcelona e Madrid o rácio para a habitação é de 74%.

As três cidades ultrapassam cidades com níveis de vida considerados superiores, como Viena (37%) o Luxemburgo e Frankfurt (34%) ou Helsínquia (35%).

O relatório do Conselho Europeu, intitulado 'Um teto, muitas realidades: a complexa crise da habitação na Europa', aponta que este flagelo é um "problema estrutural" na União Europeia, tal como referiu o presidente da instituição europeia, António Costa, na altura.

Crise na habitação é transversal à UE

Ainda que a crise na habitação tenha "características locais e variações entre regiões", é um problema transversal à UE e a média aumentou 58,33% entre 2015 e o primeiro trimestre de 2025.

A Hungria é o país que lidera este crescimento (237%), seguida por Portugal e a Lituânia (147%), de acordo com a informação disponibilizada pelo Gabinete de Estatística da UE (Eurostat).

Manifestações continuam

A Acampada de Lisboa promove hoje ao início da tarde uma vigília junto ao Campus da Justiça para acompanhar os interrogatórios judiciais dos manifestantes detidos pela polícia, voltando ao Rossio pelas 19h00 para mais uma assembleia popular.

"As dezenas de pessoas detidas nas madrugadas de dia 20 e 25 de outubro vão ser ouvidas segunda e terça-feira, dias 26 e 27, no Campus da Justiça" e "chamamos todas as pessoas e coletivos solidários a virem apoiar quem foi atacado pela polícia", refere a organização, numa publicação divulgada das redes sociais.

Depois da vígilia, convocada para as 13h30, ao fim da tarde regressam ao Rossio para continuar com os protestos que durante o fim de semana mobilizaram milhares de pessoas em Lisboa e no Porto.

Na madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação, e a PSP interveio. Em resultado, a polícia registou 33 feridos e 31 detidos por desobediência, que vão ser ouvidos hoje em tribunal.

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