Limpar estátua de D. Pedro IV custou "100 mil euros"? Moedas diz que sim
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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas, revelou, na semana passada que a autarquia gastou 100 mil euros a limpar a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, em Lisboa, que foi vandalizada durante as manifestações pela habitação.
"Eu gostava de dizer aos lisboetas que custou à Câmara 100 mil euros. Ou seja, aquela estátua foi vandalizada e já está outra vez vandalizada. O limpar daquela estátua, as equipas necessárias para fazer aquela limpeza, durante dois ou três dias, custaram 100 mil euros à Câmara. Esse é o dinheiro dos lisboetas", disse Carlos Moedas, em declarações ao canal NOW.
O autarca disse que, como a estátua foi novamente vandalizada, a Câmara vai ter de gastar "mais 40 ou 50 mil euros" e explicou também que as equipas de limpeza "vêm de fora para conseguir limpar, para não estragar a estátua, portanto, não é uma limpeza com uma água normal, é uma limpeza que tem que ser feita com muito cuidado para não estragar. Isso custa quase 25 mil euros por dia".
O Notícias ao Minuto está a tentar contactar fonte da Câmara Municipal de Lisboa para obter mais informações sobre os custos da limpeza, bem como sobre a empresa responsável pela intervenção e a eventual despesa adicional decorrente dos novos danos.
Ainda questionado sobre a possibilidade de montar uma estrutura para proteger a estátua, uma vez que as manifestações são previamente anunciadas, o presidente da CML respondeu que "a lei tem de ser cumprida" e que para isso teria de montar uma estrutura para cada estátua da cidade.
"A vossa causa é justa e se não respeitarem a lei estão a perder a vossa causa", apontou Carlos Moedas.
"Solidariedade total com manifestantes, mas respeitem a lei"
Também na semana passada, Carlos Moedas manifestou "solidariedade total" com os manifestantes pelo direito à habitação, considerando que representam "uma causa muito justa", mas alertou que as manifestações têm de respeitar a lei.
"É uma causa muito justa. É uma causa que nós, presidentes de câmara, [vivemos] até mais do que outros, porque vivemos isso todos os dias, somos os primeiros a encontrar os nossos cidadãos que não conseguem pagar a renda e aqueles que não têm casa", afirmou Carlos Moedas.
O autarca falava à Lusa no final de uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, realizada no Convento de Jesus, em Setúbal, onde, questionado sobre a continuação dos protestos pelo direito à habitação, nomeadamente em Lisboa e no Porto, Carlos Moedas reiterou a sua solidariedade com os manifestantes, mas condenou os incidentes registados durante os protestos.
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