Mais previsões: Meteorologia 25 dias

PUBLICIDADE

Líder de Macau pede à imprensa para "fazer ouvir a voz da China"

...


                    Líder de Macau pede à imprensa para
Líder de Macau pede à imprensa para "fazer ouvir a voz da China" (Foto: Reprodução)

O chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, defendeu hoje que a imprensa de língua chinesa deve ajudar a "fazer ouvir a voz da China" e a divulgar o sucesso da aplicação do princípio "um país, dois sistemas".

 

No discurso de abertura da abertura da 59.ª Conferência Anual do Instituto de Imprensa de Língua Chinesa no território, Sam Hou Fai afirmou que o facto de Macau acolher novamente o evento "reflete plenamente a atenção e o apoio do setor pela causa do princípio 'um país, dois sistemas' e pelo desenvolvimento" da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).

O líder do Governo manifestou também a expectativa de que os profissionais dos meios de comunicação social da imprensa de língua chinesa ajudem a "contar bem a história de Macau e fazer ouvir a voz da China".

Na intervenção, Sam Hou Fai destacou as transformações registadas no território desde a transferência da administração de Macau de Portugal para a China em 1999.

"Com o forte apoio do Governo Central e da Pátria, Macau registou mudanças extraordinárias e alcançou conquistas de desenvolvimento que são visíveis para todos", afirmou, sustentando que a região promoveu "um salto histórico" no desenvolvimento económico e social.

O chefe do Executivo considerou ainda que o aumento da notoriedade internacional de Macau demonstra que o princípio "um país, dois sistemas" possui "vantagens institucionais marcantes e uma poderosa vitalidade".

Sam Hou Fai garantiu igualmente que as autoridades continuam a assegurar as liberdades de imprensa e de edição previstas na Lei Básica e na Lei de Imprensa.

"Temos garantido plenamente a liberdade de imprensa e a liberdade de edição em Macau", afirmou, acrescentando que o Governo tem "cuidado, apoiado e incentivado" os órgãos de comunicação social a reforçarem as suas capacidades profissionais e a promoverem um "desenvolvimento saudável" do setor.

O governante referiu ainda que o Executivo está a alinhar a estratégia de desenvolvimento da região com o 15.º Plano Quinquenal nacional da China e a implementar o terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento de Macau.

O objetivo, disse, é transformar Macau numa "importante porta de ligação para o país na abertura ao exterior de alta qualidade" e numa "janela importante para a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental".

No final da intervenção, o chefe do Executivo sublinhou o papel dos meios de comunicação social na sociedade, defendendo que os media desempenham uma função "insubstituível e positiva" na divulgação de informação, na promoção do desenvolvimento e na supervisão pública.

"Especialmente na nova conjuntura, assumem a importante missão de disseminar energias positivas, construir o poder brando, reforçar a confiança mútua e consolidar o consenso", concluiu.

O relatório anual da União Europeia (UE) sobre o território, publicado em setembro, considerou que "o ano de 2025 foi marcado por uma maior erosão dos direitos e liberdades fundamentais que deveriam estar protegidos até, pelo menos, 2049", conforme a Declaração Conjunta Sino-Portuguesa, assinada em 1987, que estipula que o sistema social e económico de Macau deve permanecer inalterado durante pelo menos 50 anos ao abrigo do princípio "um país, dois sistemas".

Entre os eventos marcantes de 2025, o documento destaca a primeira detenção ao abrigo da Lei de Salvaguarda da Segurança do Estado - do ex-deputado Au Kam San -, o encerramento do órgão de comunicação social independente All About Macau devido a alegadas pressões jurídicas, e a desqualificação prévia de 12 candidatos nas eleições legislativas de setembro.

O Governo de Macau manifestou "forte desagrado" pelo relatório anual da UE, acusando o bloco europeu de tecer comentários "sem fundamentos" sobre a situação política e de direitos humanos na região.

Leia Também: Instituto do Desporto de Macau acusado de falhas na fiscalização