Líbano: Primeiro-ministro promete ação firme contra armas ilegais
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O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, garantiu hoje que as autoridades atuarão com firmeza em relação ao armamento ilegal, após a apreensão de explosivos que alegadamente se destinavam aos islamitas do Hezbollah.
As autoridades libanesas detiveram na semana passada dois homens que supostamente estavam ligados ao grupo xiita Hezbollah e que transportavam 500 quilogramas de explosivos em direção a Beirute.
"Está confirmado que um camião (...) foi intercetado há dias em Dahr al-Baïdar", na estrada que liga Damasco a Beirute, escreveu o chefe do Governo nas redes sociais acrescentando que o veículo transportava várias centenas de quilos de material explosivo, incluindo C-4, de alta potência.
Hoje, o primeiro-ministro disse que as autoridades libanesas vão continuar a investigação para determinar a identidade de todas as pessoas envolvidas na "operação criminosa" acrescentando que o Governo de Beirute vai agir com a firmeza necessária em relação a todas as armas que escapem ao controlo das autoridades.
Nawaf Salam declarou compreender "a preocupação dos libaneses", tanto mais que o matreial explosivo C-4, disse, foi utilizado em vários assassinatos políticos no Líbano.
O Hezbollah (Partido de Deus), milícia armada financiada por Teerão, foi acusado de realizar vários assassinatos no Líbano.
Um tribunal internacional condenou membros da milícia xiita pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, em 2005, cometido com uma enorme carga de explosivos.
O grupo armado pró-Irão, que dominava a vida política no Líbano, foi enfraquecido por duas guerras travadas contra Israel desde 2023.
A queda do regime de Bashar al-Assad na Síria cortou também as rotas de abastecimento de armas vindas do Irão.
O Líbano tinha aprovado um plano para desarmar o Hezbollah em 2025, após uma primeira guerra iniciada pelo grupo xiita contra Israel em apoio ao Hamas palestiniano.
Posteriormente, o Hezbollah arrastou o Líbano para um novo conflito em março, em apoio do Irão.
No entanto, o Exército libanês — encarregado de executar o plano de desarmamento e de se posicionar no sul do Líbano à medida que o Exército israelita se retira — carece de efectivos, equipamento e capacidade técnica.
A União Europeia deve lançar uma nova missão de treino para o Exército libanês, informou na semana passada a chefe da diplomacia europeia, durante uma visita a Beirute.