Kaja Kallas lamenta "tragédia" em Cracóvia e apoia a Polónia
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A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, lamentou hoje a "tragédia" na cidade polaca de Cracóvia, onde um homem abriu fogo contra pessoas que passavam na rua, provocando seis mortos e uma dezena de feridos.
"Neste momento de luto, a Polónia não está sozinha", assegurou a responsável europeia, acrescentando que as "repercussões" deste acontecimento "far-se-ão sentir muito para além das fronteiras da Polónia", sublinhou numa publicação na rede social X.
Uma cidadã portuguesa está entre os feridos do ataque a tiro, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado, acrescentando que a vítima se encontra hospitalizada.
Uma das pessoas feridas pelo atirador que disparou hoje indiscriminadamente na praça principal da zona histórica de Cracóvia, no sul da Polónia, acabou por morrer, elevando o balanço provisório do tiroteio para seis mortos e cerca de uma dezena de feridos, anunciou a polícia.
"O balanço é agora de seis mortos, quatro mulheres e dois homens", indicou a polícia num comunicado. Um porta-voz da polícia confirmou este novo balanço à AFP, acrescentando que há dois polícias entre os feridos.
De nacionalidade polaca, o suspeito foi neutralizado pela polícia, ferido a tiro e transportado para o hospital.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, classificou o incidente como um "tiroteio trágico", e anunciou que irá deslocar-se com o ministro do Interior ao local do crime, cujas motivações não são ainda conhecidas.
Por seu lado, o Presidente da República, Karol Nawrocki, manifestou "enorme preocupação" e pediu explicações sobre as circunstâncias do ataque, sublinhando que a segurança dos polacos é uma prioridade absoluta.
A polícia encontrou outras armas e uma grande quantidade de munições no carro do suspeito, declarou Katarzyna Cislo, da polícia de Cracóvia, ao canal de informação TVN24, precisando que o homem tem 24 anos.
A Polónia encontra-se em estado de alerta máximo após uma série de ataques com armas brancas em outubro, que Tusk denunciou como fazendo parte de um "culto da violência" alimentado pelas redes sociais.