Jornalista portuguesa detida pelas autoridades israelitas na Cisjordânia
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Uma jornalista portuguesa e 14 ativistas foram detidos pelas autoridades israelitas, esta quinta-feira, durante a campanha da azeitona, na aldeia de Al-Lubban Al-Gharbi, a noroeste de Ramallah, na Cisjordânia.
Num vídeo publicado no Instagram, o ativista Frederico Carreiro assinalou que "a jornalista estava identificada com um capacete e com um colete de press", além de ter apresentado "as suas credenciais de jornalista ao exército sionista".
"Ainda assim, foi detida. Desde o início da campanha da apanha da azeitona, o Estado sionista tem aumentado a repressão e tem detido e deportado inúmeros jornalistas e ativistas. Estes ataques contra jornalistas e ativistas não são realmente direcionados àqueles que vão voltar em segurança para o seu país. O seu objetivo é continuar a isolar e a impor o medo à população palestiniana. Em menos de um mês, já houve mais de 400 ataques contra a apanha da azeitona. Centenas de palestinianos foram feridos e há pelo menos um palestiniano que foi assassinado", detalhou.
O jovem denunciou também que "esta repressão e estes ataques fazem parte da limpeza étnica, do apartheid e do genocídio que a ocupação sionista impõe diariamente aos palestinianos", ao mesmo tempo que expressou "toda a solidariedade com os jornalistas e ativistas que são detidos por estarem na Cisjordânia ocupada a cobrir ou a apoiar a apanha da azeitona".
A notícia, que já tinha sido avançada pela SIC, foi confirmada à TSF pelo ativista, que adiantou que os detidos foram levados para parte incerta e, até ao momento, estão incontactáveis.
O Notícias ao Minuto contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, por forma a confirmar a informação, e aguarda resposta.
Recorde-se que, no início deste mês, o exército israelita deteve e deportou outros dois portugueses que estavam alegadamente numa "zona militar fechada", na região de Rantis. Os cidadãos faziam parte de um grupo de cinco portugueses, entre os quais dois jornalistas, de acordo com a RTP.
O ativista indicou que esta é "uma tática habitualmente utilizada para limitar o acesso de palestinianos às suas terras" e vincou que, "mais tarde, foram acusados de apoiarem e publicitarem o seu apoio a organizações terroristas".